Peninha do racismo

Por Bruna Stephanou.

Não entendo da conjuntura futebolística e tenho sérios problemas em relevar fanatismos por times, então vou me ater ao preconceito racial na mídia que se prestou a divulgar o caso do goleiro aranha. Sim, desculpem-me, estou atrasada no assunto, mas não achava que havia mais ângulo a ser explorado nessa história, até que…

O jornalista Eduardo Bueno, mais conhecido como Peninha, chamou minha atenção em uma declaração infeliz. Revelou seu pensamento de que o goleiro Aranha havia demorado muito para perdoar a menina que o chamou de macaco.

Olha, sei que o jornalismo está longe de ser imparcial e que muitas opiniões são dadas sem perguntas acerca das mesmas (como eu faço aqui, por exemplo), mas temos que desmembrar essa questãozinha aí!

Centenas de anos de escravidão, outras centenas de anos de discriminações, marginalizações e violências e esse jornalista branco vêm dizer que um negro demorou muito pra perdoar uma menina branca que o chamou de macaco porque Gandhi perdoou todos seus torturadores?! Tu tá de brication comigo? Qual é o tempo que voismicê acha justo? Meia horinha, tá bom?

Está fácil chegar à unanimidade de que esta declaração, além de compactuar com o preconceito no sentido de ignorar o negro como ser possuidor de sentimentos (acha exagerado? Reflita.), também favorece com o desvirtuamento da atenção, passando a tratar os agentes da situação como meros personagens de uma má história.

Não quero nem saber se vocês sentem pena da garota, ou se Peninha sente peninha da garota. Ela cometeu um crime previsto na Constituição Federal de 88, e peninha não é atenuante de crime algum. Depois, as merdas que ela falou, sinceramente, problema é dela não do Aranha.

Peninha não cometeu crime nenhum, mas foi de caso bem pensado, um declarante de insensibilidade, amoralidade e extrema falta de ter o que falar. Não sei vocês, mas Gandhi perdoou seus agressores, Aranha demorou pra perdoar a menina, Peninha não perdoou Aranha e eu não perdoei Peninha. Ponto.

Cultura de gênero em ilustrações, o projeto Man Meets Woman de Yang Liu

Por Alessandra Verch.

Os estereótipos de gênero estão em pauta no projeto Man Meets Woman, novo livro da editora Taschen (disponível apenas nos EUA, por enquanto).

O livro explora, através de ilustrações minimalistas da artista Yang Liu, as diferenças culturais existente entre os sexos. A artista de 38 anos usa as imagens para evidenciar as desigualdades de gênero e os estereótipos culturais que criam papéis específicos para homens e mulheres.

As ilustrações referentes ao universo masculino e feminino postas lado a lado mostram de forma contrastante como ambos sexos se enxergam e, também, em como são vistos socialmente.

O livro estará disponível a partir do dia 6 de outubro, e não tem lançamento previsto para o Brasil, mas pode ser encontrado em sites como a Amazon.

Enquanto o livro não chega por essas bandas, dá uma olhada em algumas das ilustrações que mostram as disparidades culturais entre os sexos, ou seja, a cultura de gênero:

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Sobre eleição e vitimização: as fragilidades de Marina Silva

Por Alessandra Verch.

Há alguns dias, a presidenciável Marina Silva está vendo suas intenções de votos caírem, enquanto Dilma experimenta subida nas mesmas pesquisas. Marina que tinha vantagem de 10% no 2º turno, agora está em empate técnico, com uma vantagem pequena de 1%. Se em função da desproporcionalidade do tempo de propaganda eleitoral disponível para ambas ou por outra variável é difícil dizer. A questão é que Marina e seus simpatizantes, agora, vêm afirmando que o PT está realizando uma campanha do medo, atacando sua imagem, utilizando de “baixarias” e a difamando, a semelhança da enfrentada por Lula na disputa presidencial de 2002, 

Primeiro erro de Marina

Seus simpatizantes e a própria candidata ao fazerem essas acusações se acuam sem demonstrar onde está a difamação. O PT está esmiuçando suas falas, suas declarações, suas ações políticas e o seu projeto de forma dura a fim de sair vitorioso no pleito eleitoral. Falta à Marina mostrar onde está exatamente a baixaria que tanto enxerga. Ir para o embate e aceitar que eleição não é conversa de comadre. Acontece que, ironicamente, quando Marina vem a público dizer que o PT escolheu uma pessoa para roubar a Petrobras durante 12 anos, a mesma não enxerga “baixaria” em suas atitudes. Marina proferiu uma generalização com o intuito evidente de enfraquecer sua oponente e seu partido, emitiu um juízo de valor que encontrou eco no eleitorado que pretende conquistar, sua afirmação não corresponde a nada além de sua legítima opinião, não é fato, é percepção. Não poderíamos atribuir a isso a pecha de baixaria? Agora, porque afinal o PT está sendo “baixo”? Porque é contra a independência do banco central e utiliza o seu espaço legítimo para argumentar, justificar e, sim, dramatizar seu posicionamento? Porque agora se posiciona favor da criminalização da homofobia e questionou duramente o comportamento de Marina ao se dobrar a 4 tuites de um pastor evangélico? Isso não é desmoralizar uma pessoa, isso é banal em um embate político, onde cada lado utiliza e explora as fraquezas do outro e defende com argumentações contundentes o seu posicionamento. Desmoralizar é atribuir atos de indivíduos isolados ao todo ou atos de terceiros a outros indivíduos, como Marina fez no caso envolvendo o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Marina parece errar sistematicamente ao escolher estratégias frágeis e incoerentes em sua campanha.

Segundo erro de Marina

Marina tenta se colocar em situação favorável frente a seu eleitorado ao se equiparar a Lula, tanto em seu projeto quanto na perseguição sofrida. Por ingenuidade, má assessoria ou erro tático, a candidata acreditou nessa estratégia para retirar votos de Dilma e não calculou o que parecia ser o desfecho evidente: obrigar Lula a entrar de vez no jogo e negar veemente a equiparação. Lula estava à margem da disputa, não havia se manifestado de forma contundente e em certo ponto até parecia que não iria participar ativamente da campanha. Entra em cena motivado, fundamentalmente, pelo uso político de sua imagem que a opositora de sua candidata fez. Ora, Lula está vivo, emite seus juízos, era óbvio que a partir do momento que Mariana tentasse absorver seu capital político ele entraria em cena para defender seu partido, seu projeto político e, claro, sua candidata frente à tentativa da sua oponente de enfraquecê-la (tentativa legítima, mas ingênua, de Marina, reação óbvia de Lula). É Marina quem estimula a entrada decisiva de Lula quando tenta desviar parte do capital político dele para si, o evocando sistematicamente e usando recursos discursivos para se vender como a herdeira legítima do “governante com a maior taxa de aprovação da história da democracia brasileira”. Ingenuidade acreditar que Lula permitiria tal usurpação. Aliás, até permitiu, mas só até o exato momento em que isso começou a desfavorecer Dilma.

Terceiro erro de Marina

Ao invés de utilizar seu escasso tempo para construir sua imagem, justificar seus posicionamentos e MOSTRAR o erro adversário, Marina numa estratégia imatura se satisfaz em afirmar que está sendo perseguida pelo PT e por Lula, aquele que ao que parece deveria amá-la. Ao se negar a realizar o debate, a candidata se vitimiza e acumula mais um erro em sua campanha. E Dilma cresce e Marina cai.

“Mas estão usando de baixaria sim, é baixaria dizer que a independência do Banco Central gerará fome e desemprego”, acusam. Essa é uma conclusão amplamente difundida por diversos economistas. Presentes em várias teses econômicas. Evidentemente, há economistas plenamente a favor da independência. Faz parte do jogo. Economia é política também. Há diversos economistas favoráveis à medida e outros diversos economistas contra. Escolhemos um lado, argumentamos nosso ponto de vista e refutamos o do adversário. Ponto. Não se trata de baixaria, trata-se do debate necessário para conhecer os candidatos. A baixaria está na fuga do debate ou na tentativa de despolitizar a política.

Como assim despolitizar a política?

Eis o quarto erro de Marina. Ao se auto-atribuir o status de “novo”, da candidata “certa”, da “mudança”, da “esperança”, quando seu projeto é tal qual o projeto implementado por FHC ou ainda mais radical (idêntico as medidas conhecidas como Consenso de Washington – ou neoliberais[1] que FHC não levou a cabo plenamente), Marina despolitiza o debate. Esconde-se atrás de adjetivações vazias que visam produzir uma pretensa neutralidade e assim negar o conflito. Acontece que política é per se conflito. E negá-lo é uma baixaria. É impossível ser contra e a favor a Reforma Agrária. É impossível ser contra e a favor a tributação sobre grandes fortunas. É impossível levantar a bandeira ecológica saciando os interesses de latifundiários e da indústria do agrotóxico. “O cobertor é curto”, já disse Dilma. Marina não parece representar o novo, nem tampouco o certo, Marina representa um projeto político determinado e ao se negar informar ao eleitor qual é esse projeto se escondendo atrás de palavras belas e vazias e de vitimizações insensatas a candidata despolitiza o debate.

Bater e correr do embate, usurpar a imagem de político vivo e em lado oposto para se fortalecer, ter síndrome de perseguição em uma disputa eleitoral para chefe de Estado e afirmar que agradará a “gregos e troianos” transformam Marina em uma candidata que parece estar na fina flor da adolescência. Seus oponentes estão fazendo o que era esperado: mostrar as fragilidades de Marina. Mais do que isso, é DEVER deles fazê-lo para que a população conheça suas opções.

Aécio merece mais o segundo turno…


[1] Para saber mais sobre as medidas neo-liberais clique aqui

Explicando o inexplicável

Por Bruna Stephanou.

Antes de mais nada, exponho de onde parto, para não haver dúvidas quanto a minha intenção. Meu ideal político social é o anarquismo, no entanto não sou egoísta. Reconheço a importância de políticas públicas para aqueles que não possuem muitas alternativas.

Não espero que alguém se paute nesse texto pra escolher seu candidato, pelo contrário, isso seria trágico. Apenas demonstro um ponto de vista crítico alegando o que é perceptível nos debates, propagandas e manifestações diversas por aí. Vamos aos candidatos:

Aécio Neves:

Neto de Tancredo Neves, incentivado pelo avô a entrar na política. As manifestações públicas do candidato são pachorras e não o salvam. Tá muito mal assessorado, atirando pra todos os lados. No desespero, tadinho, deixa o cara. Na real to com pena dele (não, não vou levar pra casa). Ele também é neto de Tancredo, já disse isso?

Dilma Rousseff:

Quem está na reeleição sempre paga pelos erros do antigo mandato, mesmo que os ganhos sejam maiores. Tem gente que não reconhece, mas a maioria não reconhece pelo simples fato de não gostar do PT e ponto.  Tipo birra. Sua oratória é ruim e falar com cara de braba não ajuda. Braba não é a mesma coisa que séria. Alguém avisa a moça? E quando tenta ser simpática? Não rola.

Eduardo Jorge:

Totalmente excelente do meu ponto de vista ideológico. Preenche bem os requisitos humanistas, mas não tenho certeza se daria conta da podridão que é exercer política nesse país, no presente, e estamos no fucking presente. Vamos admitir que se ele assumisse seria um caos? Toda a corja passaria por cima dele em um segundo. Candidato que é candidato pensa nisso antes de se propor a representar seu país. Mas vai ver ele já sabe que só é aquele candidato necessário pra preencher a vaga do ingênuo bonzinho que não vai ganhar, mas vai conseguir falar algumas coisas em rede nacional.

Eymael:

Quem? Por que ele faz aquilo com as mãozinhas?

Levy fidelix:

Tudo bem que ele é um perdedor convicto, então já deve estar conformado para essa eleição. Não quero gongar mais ainda o cara. Ganhou muito dinheiro interpretando o chefe do Jetsons. Já tá de boa na vida.

Luciana Genro:

Até quando esse discurso do psol meu deus do céu? Deu de tacar pau nos outros, querida, tenho certeza que és capaz de criar uma fala que não termine com uma sentença agressiva contra a “mesmice” de outros partidos e afirmando que estás aí para “inovar”. Como farão isso? É muito louvável lembrar assuntos pouco tocados, sério, but what the fuck means to your propostas????

Santa, explica pro povo que estudou até a quarta série, trabalha feito mula pra sustentar a família e vai no culto toda semana fazer a fezinha  pra se livrar das desgraceras da vida, o que chongas é capital financeiro?! O dia que tu conseguir tu tá dentro.

Marina Silva:

A candidata da mudança, não para de mudar a louca. Não tem mais nem graça falar mal dela. Mas ficar dizendo que tá com medo tá proibido. O medo foi privatizado pela Regina Duarte durante os gloriosos anos FHC. Quem quiser sentir medo vai ter quebrar o pescocinho pra direita e fazer carinha de Helena de Manoel Carlos, isso tudo depois de pagar as taxas referentes ao copyright.

Poxa continuam matando o Eduardo Campos, mas não podemos matar a atenção dada à esta criatura? Eu que não vou ficar mudando de lado, sou contra Marina em qualquer circunstância.

Mauro Iasi:

Compartilho de seus interesses, mas nem sei o que dizer, sinceramente.

Pastor Everaldo:

Deus nos salve desse apocalipse! Quem se diz representante de deus nas eleições não deve ser considerado, pois a política é a lei dos homens, não divina. Ainda por cima, vamos reiterar que o estado é laico? Obrigada.

Rui Costa Pimenta:

Esse cara é nosso ex colega chato nas cadeiras de humanas que atrapalhava toda aula pra dar discurso, sabe? Total anos 90…

Zé Maria:

Não para de tentar não, queridão. Vai lá que um dia rola.

Eu não me chamo Antônio, mas gosto dele

Por Dannie Karam

Quando eu era pequena tinha uma lousa. Adorava aquele verde escuro lisinho, pronto para receber o que eu bem entendia. E eu sei que boa parte das crianças gostava de desenhar e fazer quadros dignos de exposição, mas minha brincadeira favorita era um pouco diferente. Eu levava a bendita da lousa lá pra lavanderia, apoiava em cima do tanque, e pegava minha caixa de giz. O cheiro da caixinha de giz e daquele apagador ao lado é provavelmente um dos melhores cheiros que minha memória já gravou.

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Me posicionando em frente ao quadro e fingindo que tinha uma classe de alunos me esperando, eu não brincava apenas de professora. Meu hobby era ser uma caçadora de palavras. Eis então que selecionava termos como “sorveteria” e descobria quantas palavras havia ali dentro. Eu tinha um nome específico para essa “figura da minha linguagem” que não me recordo agora. Mas ficava circulando o “sorvete” com uma cor. O “ria” com outra. O “ia” com outra. Quando prestava mais atenção, achava o “ter”, “te”, e por aí vai.

Achei que essa brincadeira besta e infantil nunca me levaria à nada. Mas quando comecei a seguir a página EU ME CHAMO ANTÔNIO no facebook, não consegui fugir dessas lembranças. A página do autor Pedro Gabriel traz arte em guardanapos. Mas não só desenhos muito interessantes. Ele também brinca com termos e palavras. É claro que ele o faz de uma maneira muito mais primorosa do que eu fazia lá na minha lousa, criando trocadilhos e sentenças simplesmente emocionantes. Mesmo assim, foi por isso que meu interesse por seu trabalho começou.

Quando comecei a seguir páginas de algumas editoras do meu agrado, vi que a Intrínseca passou a anunciar EU ME CHAMO ANTÔNIO em livro. Desde então, minha ida sagrada à livraria de todos os sábados tinha destino certo. Fiquei com medo de gastar o dinheirinho em uma obra que talvez eu já tivesse visto toda online, mas ainda assim eu queria incentivar o brilhantismo do autor.Não foi exatamente uma surpresa ter me surpreendido com o conteúdo do livro. Vi um ou outro guardanapo online, mas a coletânea está repleta de guardanapos inéditos. Queria levantar pra vocês quais são os meus favoritos, pois aquilo é poesia pura. Mas poesia não se indica, se sente. Então para hoje, eu gostaria de sentar nessa mesa de bar, e passar uma cantada bem barata no meu guardanapo para vocês: eu não me chamo Antônio, mas gosto dele.tumblr_moc0dsJ5Qm1rid4sdo1_1280

Reforço que é uma leitura daquelas pra ver uma página por dia, de preferência, de tão delícia que é. Mas não estou dessa vez falando de romance ou páginas extensas cheias de coisas pra ler ok? Estou falando de arte. De apreciar. De caçar palavras. E de valorizar um pouco da arte brasileira – africana. Digo africana porque o autor é sul africano e começou a fazer os guardanapos justamente porque tinha dificuldades com algumas palavras em português. Qualquer informação adicional é pura maldade. Então corram lá. Comprem EU ME CHAMO ANTÔNIO – e sigam também sua página. Belíssimo trabalho de arte e poesia ao alcance de todos.

PS: É. Eu ia fazer um texto cheio de trocadilhos com o próprio nome do livro, mas acho que muita gente já fez isso, então foi por uma das experiências da memória mesmo, tá? =)

 

Morte Súbita #1

Por Dannie Karam.

Lembro de algumas coisas engraçadas da infância. A melhor delas, com certeza, é o fato de ser uma mini nerd. Mas nerd peso pesado. Devia ter menos de cinco anos e já lia, e cada data comemorativa, pedia livros. Ganhei a coleção toda do Sítio do Pica-Pau Amarelo, que me viciou. Ganhei a Enciclopédia do Estudante, para crianças, e passava a tarde lendo. Lembro até hoje da página da abelha… E enquanto os coleguinhas queriam correr pra lá e pra cá, eu estava sentadinha com meu cabelo armado e cheio de cachos revoltados, perguntando porquê de tudo para os meus pais (motivos os quais eu acredito que eles me davam tantos livros!).

Devo confessar porém que poucos clássicos me chamaram atenção. Gostei de “A Metamorfose”, de Kafka. Gostei da versão que li de “Édipo Rei”. “Aurora” foi meu preferido na época da escola. Mas paro mais ou menos por aí. E essa semana, antes de escrever a coluna, fiquei pensando: caramba, como posso falar de livros se nem mesmo vou atrás dos autores mais consagrados? E a resposta veio através de “Morte Súbita”, de J.K.Rowling. Autora da minha sequência favorita (‘Harry Potter”), Rowling lançou um livro para adultos que eu resolvi comprar especialmente para as Leituras da Dannie.

Não sou muito de clássicos. Sinceramente, não gostei de “O Pequeno Príncipe” por exemplo (me julguem, mas deve ter sido um desses que li na hora errada). Mas gosto daqueles que virão a ser clássicos. É impossível pensar em uma nova geração que não seja contaminada por pais que querem dar-lhes Harry Potter para ler. Não tem como imaginar leituras suaves como as de Emily Griffin sumindo do mapa no ano que vem. E além do mais, nunca fui a favor de menosprezar uma leitura por causa de um autor menos renomado ou conhecido.

Claro que falando de Rowling, não tem nada de desconhecida. “Harry Potter” já vendeu mais de 1 bilhão de cópias segundo um site que encontrei. Se é verdade, nem interessa. Todo mundo sabe quem é. E foi a genialidade com a qual ela escreveu a série que me chamou atenção de ler agora “Morte Súbita”. Parece que ela foi crescendo junto com o público, e criou um suspense (que ela faz com primor) para envolver as mentes mais crescidinhas.

O livro, como sempre, tem muitas páginas. Mais de 500. Um pesadinho, do jeito que eu gosto. Tem aquele cheiro maravilhoso exalando. E começa um pouquinho confuso. São dezenas de personagens em menos de um capítulo. Pensei: quê? vou desistir disso aqui. Mas lembrei que Harry tinha um bilhão de coadjuvantes e mesmo assim eu sabia quem era quem. Confiei no talento de Rowling em construir verdadeiros universos e deu certo. Poucas páginas depois, já iam se explicando quem eram os personagens e já ia me batendo a insônia clássica de quem quer devorar o máximo possível em uma só noite.

O que acontece é que Barry morreu. E tem gente que chora, e gente que ri. Gente que se empolga e gente que fica chocada. E por que? Não tenho a menor idéia. Li apenas uma parte, o que me fará trazer duas postagens a respeito dessa indicação, porque quero realmente que vocês acompanhem o que eu ando lendo, mas desde já recomendo que comprem o livro. Problemas políticos, suspense, intrigas pessoais… “Morte Súbita” é daqueles livros de não largar nenhum minuto – a menos que seja para escrever sobre!

Semana que vem volto pra contar se ele realmente teve um final brilhante como os outros. Mas se você também gosta dos novos clássicos, se gostou de Harry, e se está procurando uma leitura intrigante, aposto que nem precisa esperar a segunda parte. Quer me acompanhar? Até a semana que vem!

Offspring disponibiliza demos dos anos 80

Por João Paulo Levandeira

Com uma ótima apresentação no Rock In Rio 2013, o Offspring mostrou que seus antigos hits e novas músicas ainda são capazes de sacudir várias gerações. Agora para satisfazer seus fãs, a banda californiana decidiu liberar um material dos primórdios, ou melhor de 1988. Trata-se de uma demo feita muito antes de seu primeiro e homônimo disco.

O material não possui um nome oficial, porém os seguidores do grupo vem batizando de “Tehran”, que traz 4 faixas. As canções já mostram a influência do punk rock, acordes orientais e a inconfundível voz de Dexter Holland.

Sobre novos planos, o próximo álbum do Offspring será lançado em 2014, contudo ainda não há nome definido. Única coisa que se sabe é que a produção está sob a batuta de Bob Rock, lendário produtor do “Black Album”, do Metallica.

O último disco lançado pela banda foi “Days Go By”, em 2012.

Confira abaixo a tracklist e o áudio de “Tehran”, Offspring:

01. “Tehran”

02. “Crossroads”

03. “Jennifer Lost the War”

04. “Out On Patrol”

Genoíno, Dirceu e as tristes ironias históricas

Por Alessandra Verch.

Hoje, ontem, anteontem, o assunto foi o mesmo: a prisão dos envolvidos no escândalo do “mensalão”. A mágoa e a felicidade extrema passam uma sobre a outra nas redes sociais, mas o irônico é que estes sentimentos antagônicos, expostos de forma ora dramática ora violenta, não parecem se relacionar com a prisão de funcionários públicos envolvidos em um esquema de corrupção… Parecem, sim, vinculados a paixões e ódios já históricos.

De um lado, centenas de pessoas comovidas e tristes com um julgamento “injusto” que culminou não apenas com a prisão de funcionários e ex-funcionários públicos, mas com a prisão de “políticos queridos do PT”. Injusto, pois segundo estas, um julgamento sem provas concretas não dialoga com os anseios de justiça que a modernidade tanto preza. Prazos irregulares, nenhuma prova material e muitos indícios e presunções culminaram com a prisão de militantes honrados que dedicaram parte significativa de suas vidas lutando contra a ditadura e para construir a democracia brasileira, como José Genoíno e José Dirceu, afirmam muitos.

De outro lado, igualmente centenas de pessoas em festa celebrando uma das primeiras condenações de políticos brasileiros. Mas não só isso, celebrando o fato da Justiça brasileira ter ratificado um sentimento que lhes era antigo, o de que “o PT não presta” e “os Petralhas receberam o que mereciam”. Se justo ou injusto, pouco importa. Afinal, a vontade de vê-los preso é mais antiga que o próprio escândalo, sequer queriam que chegassem à presidência, lá terem ficado durante três mandatos é algo que não conseguem aceitar. Enquanto uma parte significativa e desequilibrada destes clama por mais, por paredão, pelo extermínio “de todos os petralhas”, outros se  regozijam com a imagem que tem do sistema carcerário brasileiro que agora ganha “petralhas que merecem ser presos em celas superlotadas e insalubres, com latrinas imundas, comida deplorável, água fria para a higiene” e etc.

Pelo menos duas narrativas para um mesmo fato.

Durante toda a história do Brasil pós-colonização convivemos com as mais sórdidas práticas políticas e sociais, desde matanças indígenas e escravidão, passando pelas oligarquias, pelo coronelismo e pela ditadura militar e suas sempre deploráveis formas de fazer política. Vieram quase uma dezena de Constituições, milhares de leis, dezenas de governos e pouquíssima democracia. São 25 anos de democracia desde 1988, antes disso um e outro hiato democrático na história do Brasil. Ou seja, possuímos pouca cultura democrática. Os valores democráticos ainda são bastante jovens e ainda não penetraram plenamente no tecido social. Exemplo disso é que parte significativa da população ainda não compreende a bestialidade da afirmação “direitos humanos para humanos direitos”. Mesmo assim conseguimos desfrutar de 25 anos democráticos ininterruptos. São 25 anos em que podemos emitir nossa opinião, votar, ser votados, nos expressar sem medo de censuras e lutar pelo que julgamos correto sem medo de ser preso por isso.

E não consigo deixar de ver uma certa ironia perversa neste momento histórico que vivemos. A ironia perversa está em um fato inquestionável: os políticos presos são os mesmo que lutaram pela democracia brasileira. Isso é inegável, não é um dado subjetivo ou uma representação emocional de seus familiares. Eles, de fato, lutaram para que superássemos uma história calcada na exclusão, na desigualdade e na ausência de direitos. A ironia perversa não está na suposição de injustiça ou justiça desse momento, mas no fato de que os primeiros políticos a serem julgados, condenados e presos por seus crimes são aqueles que tanto lutaram para que isso um dia ocorresse. E jamais saberemos quais das narrativas ou versões é a verdadeira, se Genoíno e Dirceu merecem as penas imputadas a eles, nem tampouco se são, de fato, responsáveis pelos crimes que foram julgados e condenados.

À parte das tantas bobagens que circulam por aí, pessoas clamando pela volta da ditadura, pedindo “paredón aos petralhas” e etc., dois desdobramentos distintos podem ser evidenciados, um positivo e outro negativo. O desdobramento positivo é a Lei e a Justiça valendo para políticos também, e em se tratando de nossa histórica dificuldade de punir políticos corruptos isso seria um avanço. O desdobramento negativo ocorrerá se isso apenas significar o acréscimo de um P na lista da seleta população carcerária. Além de “putas, pobres e pretos”, os petistas.

Na dúvida de quais serão os desdobramentos futuros desse momento, vale sempre lembrar e reafirmar que em se tratando de Genoíno e Dirceu o passado não os condena e seus feitos e trajetórias não serão apagados. Cumpre a nós, agora, avançarmos a democracia e lutarmos pelo desfecho positivo.

Uma retificação, antes afirmei que jamais saberemos qual a versão dos fatos é a verdadeira, reavalio. Se Maluf, Sarney, Demóstenes Torres, os políticos envolvidos no “mensalão tucano”, entre outros tantos, não forem julgados por seus atos saberemos a verdade.

“Multi-viral”: a nova empreitada de Julian Assange em parceria com a banda Calle 13

Por Alessandra Verch

Após ter revelado milhares de documentos secretos no sítio Wikileaks, em defesa da informação livre, Julian Assange prossegue na sua empreitada por justiça social, mas agora em forma de música.

Julian Assange já é conhecido como ativista da informação livre e conseguiu vazar diversas informações sigilosas de dezenas de líderes políticos mundiais. O resultado? Está há vários meses asilado na embaixada do Equador, em Londres. No entanto, isso não impediu que o “denunciante” se tornasse coautor da música “Multi-Viral”, lançada hoje, na internet.

“Multi-viral” é cantado pelo grupo porto-riquenho Calle 13 e tem a colaboração do guitarrista do “Rage Against The Machine”, Tom Morello. A música-protesto conta também com a voz da cantora árabe-israelita Kamilya Jubran. A letra foi feita em rede com a colaboração de milhares de internautas, a partir dos comentários publicados nas redes sociais sob a “hashtag” #JulianAssangeCalle13.

Julian Assange e Rene Perez

Em recente entrevista, Rene Perez, integrante da banda Calle 13, declarou que Assange é um exemplo “contra toda essa manipulação e a forma como um punhado de pessoas controlam todos os meios de comunicação em muitos países e de como vários governos controlam igualmente os meios. Ele abriu a porta com provas. (…) Ele arriscou-se e agora está a pagar por isso.”

Pois é, então, confere aí o grito dessa galera:

“Por que o senhor atirou em mim?”. Por que atiramos em Douglas?

Por Alessandra Verch

“Por que o senhor atirou em mim?” é a pergunta feita por artistas e ativistas em um vídeo lançado no último domingo. A frase está virando um ícone contra a violência policial e foi feita pelo menino Douglas Rodrigues, 17 anos, e dirigida ao policial militar Luciano Pinheiro Bispo, após receber em seu peito um tiro disparado pelo PM, no último dia 27, na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo.

Minutos depois de fazer a pergunta o garoto morreu. O PM, preso em flagrante por homicídio culposo (sem intenção de matar), teve liberdade provisória concedida pela Justiça Militar.

Os rappers Emicida, Rashid, Rael da Rima, Flora Matos, Dexter e KLJ, do Racionais MCs e o funkeiro MC Guimê fazem uma segunda pergunta “Por que vocês atiram em NÓS?”. Na periferia, na juventude, nos negros.

Segundo o mapa da violência 2013, as principais vítimas da violência urbana são os jovens. Enquanto na população não jovem os óbitos por homicídio representam apenas 3%, na população jovem (com faixa etária de 15 a 24 anos) os óbitos beiram os 40%. De 1980 a 2010 foram 1.145.908 vítimas de homicídio. O Brasil tem uma das maiores taxas de homicídio do mundo. “São números tão altos que torna-se difícil, ou quase impossível, elaborar uma imagem mental, uma representação de sua magnitude e significação. Para isso, deveremos recorrer a outros indicadores, tentado dar uma ideia, uma aproximação do que esses números representam”, afirma o relatório.

Pois para se elaborar essa “imagem mental” o mapa analisou as estatística de homicídio no Brasil comparativamente, contrastando com os dados dos 12 maiores conflitos mundiais, que ocorreram entre 2004 e 2007, que consta no Relatório sobre o Peso Mundial da Violência Armada.

Somados esses 12 conflitos vitimaram 169.574 pessoas nos quatro anos computados, entre eles estão o conflito no Iraque, no Afeganistão e na Palestina. “No Brasil, país sem disputas territoriais, movimentos emancipatórios, guerras civis, enfrentamentos religiosos, raciais ou étnicos, conflitos de fronteira ou atos terroristas foram contabilizados, nos últimos quatro anos disponíveis (2008 a 2011) um total de 206.005 vítimas de homicídios, número bem superior aos 12 maiores conflitos armados acontecidos no mundo entre 2004 e 2007”, denuncia o mapa da violência.

Por quê? “Por que o Sr. atirou em mim?”

Uma das possíveis respostas é a tolerância institucional. Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, referindo-se aos homicídios de jovens e adolescentes já declarou que “o Brasil convive, tragicamente, com uma espécie de epidemia de indiferença, quase cumplicidade de grande parcela da sociedade, com uma situação que deveria estar sendo tratada como uma verdadeira calamidade social. Isso ocorre devido a certa naturalização da violência e a um grau assustador de complacência do estado em relação a essa tragédia. É como se estivéssemos dizendo, como sociedade e governo, que o destino desses jovens já estava traçado”. E esse destino é o caixão.

Engrossando todas essas estatística estará o menino Douglas, de 17 anos, que morreu sem uma resposta. Por quê? “Por que o senhor matou o menino Douglas?” Por que NÓS matamos o menino Douglas?

Para ler na íntegra o mapa clique aqui.

Baixista do Faith No More tocará em “supergrupo”

Por Alessandra Verch

O “eterno” baixista do Faith No More, Billy Gould, foi convidado para o super grupo Tronos. Super, porque a nova empreitada trata-se da simbiose montada pelo produtor e guitarrista Russ Russell, da banda Napalm Death. O projeto ainda é completado por: Mitch Harris (Napalm Death), Dirk Verbeuren (Soilwork), Troy Sanders (Mastodon) e Silje Wergeland (The Gathering).

A formação do Tronos terá Russell e Harris na guitarra. Dirk na bateria e o baixo será dividido entre Gould e Sanders. Silje participa em alguns vocais. A única pendência seria com relação ao microfone, ainda não se sabe se terá um vocalista principal.

Enquanto aguardamos, curte aí uma clássica do Faith No More:

* Com informações de Cidade Web Rock

As mais incríveis imagens finalistas do Grand Prix de la Découverte

Por Alessandra Verch

Quer ver imagens incríveis? Pois, o International Fine Art Photography Competition (Grand Prix de la Découverte) anunciou essa semana os seus vencedores, dentre 2.013 fotografias maravilhosas. A cada ano, o concurso convida os fotógrafos emergentes de todo o mundo para participar da competição. Este ano, o concurso recebeu mais de 5.000 inscrições de 82 países! Sete vencedores do prêmio foram selecionados em categorias como Abstract/Cityscape/Architecture and Landscape/Seascape/Nature.

Meredith Mullins, diretora e co-fundadora do programa, declarou que as imagens criativas e as fotografias de arte tem forte impacto e são capazes de evocar algumas respostas. “É disso que se trata essa competição e tornou-se uma das mais conceituadas de sua espécie. As 2.013 submissões – e excepcionais vencedores – provam que a fotografia de arte está viva e bem. . . e com força muito poderosa”, disse Mullins.

Dá uma conferida nas fotos mais interessantes que passaram por lá:

ABSTRACT

Lampscape, Petra Nass, França.
Lampscape, Petra Nass, França.
Menção Honorária - Hesitation, Samuel Feron, França.
Menção Honorária – Hesitation, Samuel Feron, França.

CITYSCAPE/ARCHITECTURE

1st Place - Multiexpo2, Frank Machalowski, Alemanha.
1st Place – Multiexpo2, Frank Machalowski, Alemanha.
La Piscine, Nils Devernois, França.
La Piscine, Nils Devernois, França.
Bird for the Cage, Peter Erickson, Austrália.
Bird for the Cage, Peter Erickson, Austrália.

EXPERIMENTAL

Flawless Love - Coffee and Globalization, Sim Chang, Taiwan.
Flawless Love – Coffee and Globalization, Sim Chang, Taiwan.
3rd Place - Ophelia, Renée Munn, Canadá.
3rd Place – Ophelia, Renée Munn, Canadá.
Mind The Cloud, Juliana Manara, UK
Mind The Cloud, Juliana Manara, UK
Travelers, Mario Rossi, Italia.
Travelers, Mario Rossi, Italia.
Honorable Mention - Running With the Fairies, Külli Sparre, Estônia.
Honorable Mention – Running With the Fairies, Külli Sparre, Estônia.

LANDSCAPE/SEASCAPE/NATURE

1st Place - A Man Feeding Swans in the Snow, Marcin Ryczek, Polônia.
1st Place – A Man Feeding Swans in the Snow, Marcin Ryczek, Polônia.
3rd Place - Egret, Dennis Ramos, USA.
3rd Place – Egret, Dennis Ramos, USA.
Behind A Little House, Manuel Cosentino, Italia.
Behind A Little House, Manuel Cosentino, Italia.

PEOPLE/PORTRAITS

1st Place -  No Title, from Family Ties, Maria Garcia, Peru.
1st Place – No Title, from Family Ties, Maria Garcia, Peru.
3rd Place - Jasmine's Odyssey, from the series, Immersed in Living Water, Wendy Sacks, USA.
3rd Place – Jasmine’s Odyssey, from the series, Immersed in Living Water, Wendy Sacks, USA.

STILL LIFE STREET

1st Place - Globe de Mariée-2, Carole Suety, UK.
1st Place – Globe de Mariée-2, Carole Suety, UK.

PHOTOGRAPHY/DOCUMENTARY

1st Place -  Bather 5, from series Bathers, Ukraine - IZOLYATSIA, Richard Ansett, UK
1st Place – Bather 5, from series Bathers, Ukraine – IZOLYATSIA, Richard Ansett, UK
Red Kushti, An Old Fight, Salvatore Di Gregorio, UK.
Red Kushti, An Old Fight, Salvatore Di Gregorio, UK.
3rd Place - Soar, Souvid Datta, UK.
3rd Place – Soar, Souvid Datta, UK.

David Lynch disponibiliza single “Bad The John Boy”

Por Alessandra Verch.

Depois de lançar seu mais recente álbum The Big Dream na web, no último mês de julho, o cineasta e músico David Lynch agora está disponibilizando as músicas que ficaram de fora da seleção. Elas estão sendo lançado em formato de single e a mais recente, “Bad The John Boy”, veio a público nesta segunda-feira (11).

Bad The John Boy” é um trabalho soturno, para não dizer surreal, bem ao estilo de Lynch. O single foi lançado via iTunes em formato vinil 12 polegadas e também disponibilizado na web. Confere aí esse trabalho curioso:

As caricaturas de celebridades de Alexander Novoseltsev

Por Alessandra Verch.

Alexander Novoseltsev é um talentoso ilustrador e artista conceitual russo. Em seu trabalho ele mescla diversos estilos que são perceptíveis em suas criações que vão desde “arte tradicional” até modernas ilustrações digitais. Mas foi com as hilárias caricaturas de celebridades que Novoseltsev ganhou popularidade. Dá uma olhada nesse trabalho sensacional:

Keith Richards, integrante da banda Rolling Stones
Keith Richards
Cantora Nina Simone
Nina Simone
Tenista Serena Williams
Serena Williams
Charlie Chaplin como Carlitos
Charlie Chaplin como Carlitos
Danny DeVito
Danny DeVito
Banda Kiss
Banda Kiss
Matt Damon
Matt Damon
Artista Frida Khalo
Frida Kahlo
Harrison Ford
Harrison Ford
Humphrey Bogart e Audrey Hepburn
Humphrey Bogart e Audrey Hepburn
James Earl Jones em Um príncipe em Nova York
James Earl Jones em Um príncipe em Nova York
Liam Gallagher
Liam Gallagher
Miles Davis
Miles Davis
Quentin Tarantino
Quentin Tarantino
Robert Pattinson
Robert Pattinson
Rick Grimes na série 'The Walking Dead'
Rick Grimes na série ‘The Walking Dead’
Sean Penn
Sean Penn
Rihanna
Rihanna

Para ver mais trabalhos de Novoseltsev clique aqui.

 

Trilha sonora de Inside Llewyn Davis, novo filme dos irmãos Coen, é disponibilizada

Por Alessandra Verch.

Essa semana a organização Nacional Public Radio disponibilizou a trilha sonora completa do próximo filme dos irmãos Coen, Inside Llewyn Davis: Balada de um homem comum.

inside-llewyn-davis-locandinaO filme dirigido e roteirizado pelos irmãos Joel e Ethan Coen, de Bravura Indômita e Fargo, narra a história do músico Llewyn Davis (Oscar Isaac) na luta pelo sucesso e o reconhecimento de seu trabalho, no Greenwich Village, dos anos 60. O filme ainda traz Carey Mulligan (Jean) e Justin Timberlake (Jim), interpretando o casal musical Berkey. A trama é baseada na história real do músico Dave Van Ronk.cohensA cena musical dos anos 60 e a ascensão do Folk marcam a trilha sonora, que conta com Bob Dylan, Marcus Mumford (vocalista da banda Mumford & Sons) e, ainda, os próprios atores do filme, Oscar Isaac e Justin Timberlake. Óbvio que a inspiração do filme não poderia ficar de fora dessa seleção, Dave Van Ronk com “Green, Green Rocky Road” é a última faixa do álbum. A trilha tem chamado a atenção e encantado muito  o seleto público que já apreciou o filme.

Veja a lista completa:

1.“Hang Me, Oh Hang Me” – Oscar Isaac
2.“Fare Thee Well (Dink’s Song)”- Oscar Isaac e Marcus Mumford
3.“The Last Thing on My Mind”- Stark Sands
4.“Five Hundred Miles”- Justin Timberlake, Carey Mulligan, e Stark Sands
5.“Please Mr. Kennedy”- Justin Timberlake, Oscar Isaac, e Adam Driver
6.“Green, Green Rocky Road”- Oscar Isaac
7.“The Death of Queen Jane”- Oscar Isaac
8.“The Roving Gambler” – John Cohen e Down Hill Strugglers
9.“The Shoals of Herring”- Oscar Isaac
10.“The Auld Triangle”- Chris Thile, Chris Eldridge, Marcus Mumford, Justin Timberlake e Gabe Witcher
11.“The Storms Are on the Ocean”- Nancy Blake
12.“Fare Thee Well (Dink’s Song)”- Oscar Isaac
13.“Farewell”- Bob Dylan
14.“Green, Green Rocky Road”- Dave Van Ronk

Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2013, Inside Llewyn Davis estreia no dia 6 de dezembro de 2013 nos Estados Unidos, mas ainda não tem data de lançamento no Brasil (para saber mais sobre o filme clique aqui).

Enquanto ele não chega por aqui,curte a trilha sonora e dá uma conferida nos trailers que já saíram para ver o que vem por aí:

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