Arquivo da tag: arte contemporânea

O cotidiano pelo olhar de Vin Ganapathy

Por Alita.

Vin Ganapathy mora em Nova York e utiliza múltiplas influências em suas imagens e trabalhos. Utilizando caneta, lápis e tinta, as ilustrações de Vin, como o próprio artista define em seu blog, “são marcadas por trabalhos finos, quase frágeis e rajadas repentinas de cores”. O resultado são imagens impressionantes e que evocam inúmeros sentimentos. Vin ilustra cenas quotidianas a partir de um olhar que parece buscar o lado mais tristes, cru, das pessoas. Melhor dizendo, Ganapathy parece se interessar em retratar pessoas ora desprovidas de suas performances, ou seja, como elas são profundamente, quando ninguém está olhando, naqueles milésimos de segundos que deixam de lado suas máscaras sociais e viajam em seus pensamentos, ora justamente em suas performances teatrais, mas a partir de um olhar de fora, que retira a excentricidade da teatralidade moderna e deixa tudo humano. Sua inspiração é o que o rodeia.

Sua inspiração é o que o rodeia, além de Nova-York e seus cenários e pessoas, celebridades, políticos, cinema, também entram no radar do artista.

Tudo se mistura e se transforma em desenhos estranhamente verdadeiros.

Para ver mais acesse http://vinganapathy.com/

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A arte impactante de Lang/Baumann

Por Alessandra Verch.

Com sua arte urbana exposta nas ruas das principais cidades europeias e ocupando espaços enormes e inusitados, Lang/Baumann produzem uma dinâmica de interação impactante entre o público, a arte e, claro, o território.


Sabina Lang e Daniel Baumann são dois artistas suecos que se consolidaram através de intervenções urbanas interferindo na paisagem da cidades e produzindo uma nova interação dos habitantes com a arte e com a própria cidade. Suas obras vultosas podem ser apreciadas por um vasto público que circula pelas ruas onde, em fachadas de prédios, em ruas movimentadas, ou ainda em passarelas, elas são montadas/criadas.

Mas, os artistas não abrem mão, também, das instalações em ambientes internos, a fim de produzir uma variedade enorme de estímulos sensoriais no apreciador de arte contemporânea.

As obras dos dois artistas foram unificados em um único projeto em 1990 com a intenção de criar peças visualmente impactantes sob um único nome, Lang/Baumann. Entre suas obras de arte estão uma grande escala de cores em asfalto urbano e em pontes conhecidas, luminárias fluorescentes, escadas inacessíveis, parasitas infláveis que invadem prédios, entre outras. Através do uso de elementos como geometria, cores e arquitetura urbana as obras produzem um efeito visual deslumbrante.

Com o nome Mais é Mais, a amostra, que inclui outras peças como coleção de fotografias de seus projetos mais populares, desenhos técnicos e esboços, concede maior destaque à cidade de Rennes, na França, onde a avenida principal foi transformada em uma obra de arte pública, interagindo com a atmosfera do local.

As características predominantes das obras de Lang/Baumann são as grandes proporções e as cores vibrantes que contrastam como os tons monocromáticos das cidades. Há também o uso de materiais plásticos e maleáveis que quebram a rigidez urbana transformando espaços públicos em ambientes divertidos.

Para conferir mais obras dos artistas clique aqui.

Veruschka von Lehndorff, a pioneira na pintura corporal

Por Alessandra Verch.

Veruschka-body-painting-camouflage

Veruschka von Lehndorff (Alemanha, 1939) foi a primeira supermodelo do mundo. Seus traços marcantes, sua altura e seu tipo exótico acabaram por torná-la um sucesso nos anos 60 e 70. Mas a modelo é também uma artista e foi a pioneira na arte do body painting, a pintura corporal.

245ba4ea7cab7bbb52740285162114c5_LEm 1966, ela realizou sua primeira sessão fotográfica usando a pintura corporal. O body painting, posteriormente, se transformou em sua paixão artística. Na maioria das vezes era ela mesma quem fazia sua maquiagem, seu cabelo e seu penteado. “As mais bem sucedidas foram feitas assim, porque eu estava a cargo delas”, já declarou a artista.

1Veruschka trabalhou com Salvador Dalí, Andy Warhol, com o fotógrafo Peter Beard, entre outros. A modelo teve sua popularidade internacional aumentada quando fez uma breve participação no clássico filme de Michelangelo Antonioni, Blow-Up.

2Veruschka foi capa da Vogue 11 vezes. Diane Vreeland, editora da Vogue, declarou há algum tempo ter apenas uma queixa dela, quando olhava para câmera, Veruschka parecia triste. “Não tem que olhar o futuro, viva agora e seja feliz”, dizia Vreeland à artista.

Em sua série inspiradora ‘Veruschka auto-retratos’ feita pelo fotógrafo Andreas Hubertus, ela conseguiu tocar as subjetividades de distintos olhares através da maquiagem e de seu poder de mimetismo. A série foi exibida em galerias e museus no mundo inteiro.

Nós já mostramos o trabalho de alguns artistas mais contemporâneos que se dedicam a essa arte, como chinês Liu Bolin e os fotógrafos Alessio Federico e Barbara Pichiecchio, mas por trás deles está essa pioneira, Veruschka von Lehndorff.

A arte de Erik Jones: contemporânea e atemporal

The Dipped Queen
The Dipped Queen

Já ouviu falar dele?

Erik Jones é um artista e ilustrador norte-americano graduado pelo College of Art and Design. Jones, atualmente, mora em Nova York, onde tem sua galeria de trabalho.

Para sua criação artística, Jones, normalmente, trabalha com lápis de cor, aquarela, acrílico e óleo, fugindo na dinâmica artística moderna de uso de programas de ilustração e design. A obra ‘Galena’, uma de suas criações, foi capa da edição 27 da revista de arte contemporânea Hi Fructose, e para a compor Jones trabalhou com acrílico, óleos solúveis em água, pastéis de cera solúvel em água sobre papel Rives BFK.

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Jones, recentemente, expôs na Scope NY Art Show, uma feira de arte aberta ao público que reúne diversos artistas do mundo inteiro.

Veja algumas obras do artista:

Anne Boleyn
Anne Boleyn
Batik
Batik
Armor
Armor

Float
Float

Website do artista: http://erikjones.co/

As instalações fotográficas do artista chinês Liu Bolin

O homem invisível, assim é conhecido Liu Bolin, que nasceu na província de Shandong, na China, em 1973. Liu Bolin é o  realizador de notáveis e curiosas instalações fotográficas em que ele pinta a si mesmo (e às vezes outras pessoas) com camuflagem perfeita, o fazendo desaparecer em um fundo ocupado. Liu Bolin tem bacharelado e mestrado em Belas-Artes.

Sobre sua inspiração, o artista já declarou que “essa é uma pergunta desconcertante (…) percebi que é muito difícil falar sobre a arte pura na China, porque ele está sempre ligada à sobrevivência. Minha vida na China tem sido sempre adicionando um monte de coisas para o meu corpo físico e mental”.

Surpreendentemente, logo após a primeira mostra individual do artista, em Pequim, em 1998, veio o reconhecimento internacional. As fotografias e esculturas de Bolin já foram mostrados no maior festival de fotografia contemporânea, o Les Rencontres d’Arles.

O artista tem realizado exposições individuais pelo mundo inteiro, para citar apenas algumas, em 2007, ele expôs na Dashanzi Art Zone, na China, e na Galerie Bertin-Toublanc, em Paris, em 2008, na Eli Klein Fine Art, em Nova York, e na Boxart Gallery, em Verona e, recentemente, Bolin expôs na Galerie Paris-Pequim, em Paris.

Perguntado sobre qual obra de arte mais aprecia, Bolin é enfático “a obra de arte que mais me interessa no momento são aquelas que levam o sujeito da vida real” e para ser exatamente isso que faz Bolin. Confere aí as incríveis instalações do artista:

Ficou curioso (a) para saber como o processo funciona? Dá uma olhada nesse vídeo em time-lapse:

Para saber mais sobre Liu Bolin acesse o site do artista.