Marcha de Abertura FSM Palestina Livre

Foto: Guto Prestes
Foto: Guto Prestes

Por Alessandra Verch.

Sonora realizada durante a Marcha de abertura do Fórum Social Mundial – Palestina Livre, no dia 29 de novembro, às 17. A marcha saiu do Largo Glênio Peres e se dirigiu até a Usina do Gasômetro.

Foto: Guto Prestes.
Foto: Guto Prestes.

2º dia de FSM Palestina Livre pede união dos povos pela causa palestina

Palestrantes pediram apoio e união de países à luta da Palestina por justiça e liberdade.

Por Camila Konrath

Conferência “Direito Internacional, direitos humanos e julgamento de criminosos de guerra”. Foto: Alessandra Verch

O Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino foi celebrado com o segundo dia de Fórum Social Mundial Palestina Livre (29), em Porto Alegre. Pela manhã, o Salão de Festas da UFRGS recebeu a Conferência com o título “Direito Internacional, direitos humanos e julgamentos de criminosos de guerra”. O debate acentuou a necessidade de união dos países pela causa palestina e ações que possam fazer valer as leis internacionais de direitos humanos. Liberdade foi a palavra-chave do encontro.

O primeiro palestrante, Nabil Shaat, enviado especial do presidente Mahmud Abbas, presidente do Estado da Palestina, abriu a conversa em boas notícias: “Neste exato momento em que estamos reunidos, o presidente Mahmud Abbas está falando na ONU em defesa do reconhecimento do Estado Palestino, em defesa do nosso direito à autodeterminação, à igualdade, à liberdade e à independência”. Shaat é atual comissário de Relações Internacionais do Fatah, o partido de Yasser Arafat e já foi ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Ele salientou também a necessidade de que a lei internacional de direitos seja, de fato, implementada, pois considera uma condição para que a Palestina alcance a paz que necessita. Alegou que a “doença crônica” dos palestinos é a esperança. Então, com a luta do povo palestino e apoio dos países, “poderemos fazer do mundo um local de liberdade e de esperança.

Arnaldo Carrilho, embaixador (foi representante do Brasil na junto à autoridade nacional Palestina), contou sua experiencia na região e algumas barbáries que presenciou durante os anos de trabalho como embaixador. Relatou crimes e assassinatos cometidos pelos ocupantes sionistas e revelou que milícias paramilitares estão sendo formadas para ocupação da Cisjordânia. Seu discurso foi enfático e seco, não poupou palavras nem usou eufemismos. Carrilho concluiu dizendo que não considera a problemática Palestina uma questão nacional e sim, uma questão mundial, pois trata-se da causa da justiça e da liberdade. 

Arnaldo Carrilho, representante do governo brasileiro. Foto: Alessandra Verch

Editor Internacional do jornal Hora do Povo e autor do livro “O apartheid de Israel, Nathaniel Braia salientou que “Israel não é ocupante de um território. Israel é um país que ocupa outro país soberano” e que não temos o direito de subestimar a nova conquista: “a Palestina livre acontecerá com o conhecimento formal da ONU”. Indignado, lembrou das 37 crianças assassinadas em Gaza e traduziu a atitude como uma aviso de que os israelenses iriam até as últimas consequências para tomar o território. Porém, segundo Braia, o povo palestino vai seguir, não recuará um milímetro da sua luta pela liberdade.

A advogada Sahar Francis, diretora da Associação de Direitos Humanos (ADDAMEER), trabalha protegendo prisioneiros políticos palestinos. Ela contou que vários deles não conseguem mais receber visitas familiares e se encontram em estado desumano. Citou ainda, inúmeros crimes cometidos por Israel, enfatizando ainda, a forma como são vistos ou tratados os palestinos, taxados de terroristas por lutarem por suas terras, lugar onde crescem suas raízes há milhares de anos.“Eles estão sacrificando a sua vida na luta contra a opressão, contra o imperialismo, contra as grandes potências que violam cotidianamente os direitos humanos dos nossos países e povos”, observou.

Charlotte Kates, canadense, advogada e membro do Movimento Solidariedade ao Povo Palestino em Vancouver, defendeu a necessidade de debate e união dos povos de todo o mundo pela causa palestina e, sobretudo, com ações nas ruas, que possam fazer a diferença, como este encontro unindo 36 países pelo tema. Além disso, a palestrante Charlotte apontou que Estados Unidos e União Europeia têm lavado as mãos para a questão, pois continuam enviando armamentos e dinheiro para Israel continuar o Apartheid. Ela propôs um boicote econômico à Israel como forma de protesto contra a violência aos palestinos e encerrou sua fala desejando “solidariedade internacional”.

– Amanhã às 14h, Marina Silva fala sobre “A carta da Terra como ferramenta de mediação de conflitos” na Câmara Municipal de Vereadores.

O Fórum Social Mundial Palestina Livre conta com mais de três mil palestrantes, participantes de 36 países e possui 158 atividades autogestionadas e ocorre até o dia 1º de dezembro. Clique aqui e saiba mais sobre o Fórum: Fórum Social Mundial Palestina Livre

Sonora Arte e Vida na Ponte de pedra

Foto: Guto Prestes

Por Alessandra Verch.

Segue a sonora da matéria “Arte e vida na Ponte de Pedra”, a trilha sonora é do grupo Bando Antiguera. Vale a pena buscar, os guris arrancaram aplausos da galera.

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