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Série de reportagens da EBC é premiada no 29º Prêmio de Direitos Humanos de Jornalismo

Foto: divulgação.
Foto: divulgação.

Por Alessandra Verch.

A série “Operação Condor” da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), transmitida entre os dias 15 e 19 de outubro deste ano, que conta com quatro vídeo-reportagens, foi a vencedora do 29º Prêmio de Direitos Humanos de Jornalismo na categoria “Especial – Verdade”. As reportagens reacendem o debate sobre as ligações da ditadura com a morte de João Goulart (presidente do Brasil entre 1961 e 1964), reunindo documentos oficiais, depoimentos de personalidades públicas, políticos e familiares de desaparecidos políticos, no Brasil e no Conesul.
Produzida por Isabel Mega; reportagem de Ana Graziela Aguiar; edição de imagens de  Fernando Watanabe; direção de fotografia de André Rodrigo; imagens de  Gilvan Alves, Ulov Flamínio e André Rodrigo, e arte de André Gatto e Dinho Rodrigues,  a série “Operação Condor” está disponível completa no site da EBC: http://www.ebc.com.br/cidadania/operacao-condor/2012/10/assista-as-quatro-reportagens-da-serie-operacao-condor
A “Operação Condor” foi uma estratégia violenta de repressão aos movimentos de esquerda que lutavam contra a ditadura. A operação aconteceu com a união de vários regimes militares da América do Sul – Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Uruguai e Paraguai- e foi responsável pelos assassinatos e torturas de diversos militantes políticos, no Conesul.
O Prêmio de Direitos Humanos de Jornalismo é realizado desde 1984 e é promovido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) em parceria com a OAB/RS. Segundo o site do MJDH, a premiação “visa prestigiar as matérias jornalísticas mais relevantes em torno da defesa dos direitos fundamentais e da dignidade da pessoa humana. A premiação é anual e destinada a profissionais e acadêmicos de Jornalismo, recebendo inscrições de todo país, e mesmo de países integrantes do MERCOSUL”. O prêmio é tradicionalmente entregue no dia 10 de dezembro, data da promulgação da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, pela ONU.

A avalanche de corações azuis

Por Camila Konrath.

A despedida do Olímpico foi emocionante, como não poderia deixar de ser para qualquer um que pensa no time como uma das paixões que tem na vida. O jogo acabou, o gol não saiu, o juiz apitou o fim antes do fim, teve comemoração do rival (apesar de não sabermos até agora o motivo). Mas era um dia de despedida de um lugar que conta um pedaço de nossas vidas. Um lugar onde eu abandonava um pouco da racionalidade cotidiana pra gritar, gritar até ficar vermelha e sem voz. Não nasci gremista, muito menos fui ao Olímpico desde pequenininha. Decidi ser gremista sozinha e nem lembro o por quê. Costumo responder que é tudo culpa dos anos 90. Minha estréia no Olímpico foi aos onze anos, com amigas e o pai fanático de uma delas. Virei gremista de louca, meu pai sempre foi colorado e meu irmão seguiu o mesmo caminho. Fui a ovelha negra. Mas sigo satisfeita e amando o azul, o preto e o branco. Quem é torcedor me entende.

Acordei no domingo e me dei conta que o dia do último jogo no Olímpico tinha chegado com o Grenal. Corremos pra Azenha, eu e meu namorado, também gremista (ufa!). Foi bonito. O fim dos tempos naquele estádio ganhou de presente uma avalanche que começou na Geral e completou toda a volta do anel inferior. A despedida estava feita, pensei em tudo. Estava cercada pelas lembranças dos momentos lindos, difíceis e dos rituais, passando como um filme na minha cabeça. Em seguida, muitos rostos já estavam como o meu, lavados de lágrimas. Tenho certeza que todos pensaram também nas histórias que contaremos sobre aquele lugar. Ah, como eu adoro uma nostalgia…

Obrigada a todos que fizeram parte desses momentos comigo, nem que tenha sido por um jogo só, aguentando minha passionalidade desmedida.

foto: Alfredo Job
foto: Alfredo Job