Todas as Referências Culturais de Gilmore Girls – T1, E3

Por Alita.

É o episódio do ~~ciuminho~~ de Lorelai. Lembram? Rory tem um (surpreendente) dia agradável com seu avô e Lorelai fica meio “hãn, ok, onde coloco minhas mãos, mesmo?”

O episódio começa em um dos clássicos jantares de sexta-feira. Richard não sabe quem é a criada nova, Emily informa que seu nome é Mira, Lorelai diz “thanks, Mira” e Mira responde “meu nome é Sarah”. Uma ceninha cômica e agradável, mas é o primeiro episódio em que não há nenhuma referência cultural na cena antes da abertura.

Então, dá um play na própria abertura e vai aquecendo.

1) Ainda estamos lá no jantar de sexta-feira e (catzo) Emily está pegando pesado com a Lor hoje. Rory precisa escolher um esporte para realizar por exigência do colégio Chilton. Richard cita nada mais nada menos que Platão. Que loosho!

Exercício físico é tão importante quanto exercício intelectual”, profetiza Richard.

Platão, aquele conhecido filósofo grego and pupilo de Sócrates, concebia a alma dissociada do corpo (dualismo). Para o filósofo, o corpo estava sujeito aos males do tempo e da vida e a alma era infinita, além de ser o sopro vital do corpo. O conhecimento se dá apenas através da alma que muda de corpo quando o corpo morre no processo de “transmigração”, para o filósofo. Platão acreditava que tudo que existe na terra (tanto as coisas concretas – objetos – quanto abstratas – sentimento, valores) possuem uma forma ideal. Por exemplo, existem concretamente vários tipos de lápis, mas existe uma forma ideal de lápis que é O lápis, ou seja, é muito superior a forma real. A forma ideal é a forma verdadeira, única, a forma mais perfeita de um lápis. Essa forma só existe enquanto imagem ideal, uma idealização. O mesmo vale para outras coisas como valores morais, cores, enfim, tudo. A teoria do conhecimento de Platão consiste na busca incansável para conhecer essas formas ideais, e essa busca é tarefa apenas da mente. Mas, no processo, é fundamental que o corpo esteja são para carregar a alma na busca do conhecimento. Oh loko, bicho. Que viagem!

Platão-e-Aristóteles

2) Emily “sugere” que Richard ensine Rory a jogar golf. Lorelai retira sua mãe da mesa para ter uma conversinha com ela. Emily, como uma esfinge, decifra Lorelai. Ela não quer que Rory vá, porque está com medo que ela goste de tudo aquilo que Lorelai recusou, deduz Holmes. Lor diz:

Ok, Bob Barker”.

Bob Barker é um ator e apresentador que ficou conhecido por apresentar o programa The Price is Right, de 1972 a 2007. O programa é um game show de adivinhação. Hehe

bob-barker

3) As garotas estão saindo do jantar e Rory parece bem confortável com a ideia de passar um dia com seu avô aprendendo golf. Rory sugere a sua mãe que vá também. Lorelai começa a fazer piadonhas.

Prefiro fazer plástica, ficar parecida com aquela ricaça com cabeça de leão a ir ao clube com você”

Jocelyn Wildenstein é uma socialite suiça filha de pai brasileiro recordista em cirurgias plásticas (pena que não é esporte olímpico). Com seu divórcio em 1999, ela faturou 2,5 bilhões de dólares. Em 2014 era considerado o segundo divórcio mais caro da história. Em 2016, Jocelyn mãos de tesoura reapareceu na mídia por ter atacado seu namorado com uma tesoura. Ah, e ela tem cara de leão.

4) Lorelai está realizando os preparativos para um grande casamento duplo (de irmãs gêmeas com dois irmãos gêmeos, sim, bizarro) que ocorrerá no hotel Holiday Inn. A mãe das jovens noivas está de saco cheio das filhas. Lorelai aconselha ela a ir para o quarto para receber uma espetacular massagem de um sósia do Antonio Banderas.

Em 2000 Antonio Banderas ahasava, crianças.

5) Lorelai comenta com Michel como está ansiosa pela ligação de pedido de socorro de Rory. Michel de forma muito metafórica diz “caguei para você”.

Para mim você é a professora do desenho Charlie Brown”, diz Michel.

Gênio!

6) Rory chega na casa de seus avós. Emily coloca a boina (que virou icônica feat quero) em Rory.

Parece Tiger Woods”, mente Emily.

Claro. Idêntica. Olhei e pensei “nossa, irreconhecível”. Mas tudo bem. Cena com golf sem referenciar o sujeito não existe. Pra quem não sabe, Woods é o Michael Jordan do golf.

AP TIGER WOODS GOLF S ENT USA GA

7) Os cisnes chegaram no hotel. Michel tem um grande trauma com os bichinhos por um dia ter sido atacado por um grupo de cisnes. Lorelai não perde a oportunidade.

Era um grupo só de garotos? Uma versão avícola do N’Sync?”, pergunta Lor.

Deus, o que é o cabelo do Justin Timberlake? Os anos 90 precisam ser estudados. Definitivamente.

8) A harpista (porre) Drella chama Michel de Pepe Le Pew (é Pepe Le Gamba aqui).

Gênia!

9) Rory e seu avô estão almoçando e falando de uma suposta conspiração na empresa de seu avô.

É Peyton Place”, afirma ele.

Peyton Place é um filme de 1957, dirigido por Mark Robinson e estrelado pela diva Lana Turner. A história se inicia em 1941 na cidade aparentemente tranquila de Peyton Place. A maioria das pessoas da cidade trabalham na fábrica de tecidos local e todo mundo se conhece…Escolas, igrejas e coisa e tal. Allison vive com sua mãe Constance. Sua melhor amiga é Selena, que é filha da empregada e vive com o padrasto alcoólatra. Seu melhor amigo é Norman. Certo dia Allison e Norman são confundidos com um casal que, digamos assim, não estava rezando em Cristo no riacho da cidade. Bafo, fofocão. A mãe de Allison usa o tubinho preto “que história é essa?”. Allison enche o saco da cidade e vai embora. Ela retorna um ano mais tarde para assistir ao julgamento de sua melhor amiga que confessara um crime.

Return_to_Peyton_Place_cast

O filme foi baseado no livro homônimo e foi indicado para 13 Óscars, mas (fuee fueee fueeeee) não faturou nenhumzinho.

Uma certa coincidência ocorreu dias após a cerimônia do Oscar. A filha adolescente de Lana Turner esfaqueou o gangster Johnny Stompanato (que era amante de sua mãe). Stompanato não resistiu ao ferimento no pescoço e veio a falecer. Posteriormente, a filha de Lana, Cheryl Crane, escreveu sua autobiografia em que declarou que sentia orgulho de ter matado o gansgter para defender sua mãe. Lana Turner era constantemente violentada por ele e ameaçada de ter seu rosto desfigurado caso a atriz deixasse de o sustentar. À época, a menina foi processada e julgada inocente. Corajosa a garota.

E aqui preciso abrir um parêntese.

O Brasil é o quinto país do mundo em feminicídios. São 5.000 mil (!) mulheres assassinadas por ano. A cada 1h e 30min uma mulher é morta no Brasil por seu companheiro ou conhecidos próximos. Então, por favor, não venha com o papinho “ah, as mulheres morrem menos, porque os números totais anuais são muito maiores”. Não queridinho, eu não estou falando de violência urbana (que por sinal, são homens matando homens, mulheres e crianças). Eu estou falando de maridos, ex-maridos, namorados, ex-namorados, pais e padrastos matando aquelas as quais deveriam amar, respeitar e proteger.

Mais policiamento nas ruas para combater feminicídios seria uma estupidez, porque não tem nada a ver com violência urbana, é um violência que ocorre dentro casa. É violência de gênero que ocorre em todo o canto do Brasil, inclusive naquelas cidadezinhas aparentemente seguras para viver (para o homem, claro). Ou você quer colocar um policial dentro de cada casa? (ah, viram o vídeo da semana do policial espancando sua ex-namorada à luz do dia, em via pública?). As causas do feminicídio não estão na má distribuição de renda, escolas precárias, falta de segurança urbana, etc. porque o feminicídio não tem classe, não tem cor, não tem credo. Enfim, quando se trata de matar uma mulher, o brasileiro não é preconceituoso, mata todas.

Então, antes de sair falando bobagem, informe-se. Deixe de ser machista. E principalmente entenda: a mulher não é seu apêndice. Ela pensa com sua própria cabeça. Ela age conforme a sua própria vontade. Ela usa a roupa que quiser, porque ela é um indivíduo completo e apartado de você. Assim, como o homem também é, saca? Então, homens, aceitem e parem de tratar as mulheres como seus objetos sexuais se dando ao luxo de ficarem “nervosinhos” e “perderem a cabeça” apenas por elas terem feito O QUE ESTAVAM A FIM DE FAZER. POHA! Eu ia colocar a hashtag militei. Mas esse assunto é tão sério, bicho, que não cabe piadinha.

Homens: Melhorem!

Mulheres: Vamos proteger umas as outras! Peçam ajuda. Nós não somos culpadas de quererermos ser felizes e nos livrarmos de trastes que prometeram nos amar, mas decidiram apenas incomodar, humilhar, limitar e nos violentar. Não se sintam culpadas de buscarem a felicidade. Denunciem. Liguem no 180. Não aceitem. E mais: Nunca recebam homem agressor, mesmo que estejam acompanhadas. Não caiam no papinho “vim ver meu filho” (é o momento que eles estão usando para nos matar). “Ah mas ele tem direito de ver o filho”. Tem, mas chamem a escolta antes. Vocês não podem ficar na presença de criminosos perigosos (são o que são, criminosos). Se só podem ver o filho acompanhados de assistente social, fizeram por merecer (i love meritocracia). Uma vítima não tem obrigação de voltar a ver seu agressor. Isso é uma segunda violência por si só.

Sorry, precisei abrir esse parêntese, porque esse parêntese, no Brasil, deve ser aberto sempre que houver oportunidade. Mata-se mais aqui do que em qualquer país islâmico (estamos mais inseguras aqui do que no Estado Islâmico. A Síria, país ocupado pelo EI, não está nem entre os 10 primeiros colocados no ranking de feminicídios). E os países islâmicos não são exatamente reconhecidos como países que respeitam as mulheres. A situação é calamitosa e a nossa ficha ainda não caiu. Parêntese fechado.

10) A mãe das noivas está conversando com Drella sobre o reportório musical do casamento. Pede Samuel Barber, John Cage e Philip Glass. E encerra pedindo Man! I feel like Woman, da Shania Twain.

WOOOOOW. PERFECT para o momento e para acabar com a bad depois desse papo serião que tivemos. Tá sozinhx? AUMENTA O SOM E DÁ UMA PIRADA (mas depois volta, não me deixa aqui falando com as paredes).

Let’s go, Girls!!!!

Isso é muito bom!

Mas…Vai começar uma cena totalmente desnecessária. Lorelai vai dar um piti ridículo de adolescente (ao melhor estilo “a minha melhor amiga saiu com a Larissa e eu odeio a Larissa e por isso vou ser hostil com minha melhor amiga”), porque estava com ciúmes de sua própria filha com seu próprio pai.

Affe.

Eu AMO GG, mas tem coisas que não dá para aceitar. Paladinos, meus fofos, vocês não podem construir personagens maravilhosos e complexos e de repente fazê-los fazer coisas totalmente incompatíveis com suas personalidades, idades e a trajetórias. Cadê a coerência interna? Não é uma surpresa do tipo “nossa, que personagem complexo, achei que fosse de um jeito e ele é de outro ou melhor é de vários jeitos”. Isso são as camadas dos personagens e são ótimas. É uma surpresa do tipo “hãn, que cena aleatória”. Ou seja, aparece desconectada de tudo que veio antes e não se conectará com o que vem depois.

É óbvio que Lorelai poderia ficar com ciúmes. Ciúmes é um sentimento humano que não tem idade. O problema não é esse. O problema é que ela é madura demais para não ter autoconsciência do que está fazendo e fingir que está puta por uma coisa, quando na realidade é por outra. Acho que é aí que está o problema: a falta (momentânea e injustificada) de autoconsciência de Lorelai, uma vez que ela lê as pessoas perfeitamente e sabe se ler também. Ok, no final ela “percebe” que estava com ciúmes feat insegura e pede desculpa. Mas ocorre que desde o início, e é evidente para quem vê, ela sabia disso. Ou seja, o conflito (essencial para fazer a trama andar) que era profundo e complexo (Lorelai vê problemas na aproximação de Rory com seus pais) foi substituido por um teatrinho.  Não tem sentido. Faz a treta, ué. Cria o conflito e deixa os personagens se entenderem de forma coerente. O subterfúgio do blusão deixou a Lorelai sem cara de Lorelai. Se as personagens são inteligentes e possuem autoconsciência, elas não podem perder esses elementos temporariamente para se adaptar ao conflito que o roteirista cria. São os conflitos que precisam se adaptar as personalidades já definidas.

Seria mais coerente um piti sem subterfúgios. “Garota, estou com receio de que você virará uma Emily, não criei você para isso” – uma insegurança (e autoconsciência da insegurança) que se conectaria perfeitamente com o que vem depois —> Rory vira uma patricinha mimada. Mas optou-se por um conflito aleatório cuja conclusão foi “minha filha é maravilhosa, eu fui uma ridícula e imatura” – uma afirmação incoerente que é feita a todo instante e que não condiz com o que é mostrado. 

Não há problema nenhum o personagem ser ridículo, tosco, mimado, desprezível. Os personagens, inclusive, não podem ser todos perfeitinhos, sob pena de virar um porre. Mas eles precisam ser coerentes consigo mesmos. Não com o mundo, não com valores alheios, apenas consigo mesmo. A trajetória deles é chamada “arco dramático”. Cada conflito o muda um pouquinho (ou mostra uma faceta de sua personalidade) e o joga para frente. E assim vai, até o final do seu arco de modo que o personagem começa a trama em um ponto e acaba em outro. Se ele acaba no mesmo ponto em que começou e nada é modificado, não temos história. A trajetória pode ser tanto de evolução, quanto de involução, mas deve ser precisa e os elementos devem se conectar de forma coerente. Enfim, é um arco, uma parábola, não é um eletroencefalograma. Alguns elementos em GG de vez em quando parecem completamente aleatórios. Mas o mais estranho é que as vezes os próprios Paladinos não parecem ter consciência de algumas coisas e tratam o que é uma ação negativa, como se positiva fosse. Sinto que as vezes os Paladinos no dizem “é isso que vocês devem pensar sobre Rory”, mas as cenas mostradas nos fazem pensar o oposto. Vamos se ligar, amores!

11) Enfim, segundo parêntese aberto e fechado. Nessa cena aleatória, Rory cita o livro A Mencken chrestomathy, comprado por seu avô para presenteá-la.

O livro foi escrito por Henry Mencken que era um jornalista e crítico social norte-americano. O livro citado é uma reunião de vários textos e reflexões que haviam ficado de fora de outras publicações. Dei uma pesquisada na Wiki e não gostei das “frases mais famosas dele”. Uma delas é “os solteirões entendem mais de mulheres que os casados; do contrário também estariam casados”. Como se todos os homens fossem maravilhosos e todas mulheres insuportáveis. Meio misógino isso, não? 

300841

12) Babette interrompe a conversa das duas para pedir ajuda para seu gato que está preso debaixo do alpendre. Ela diz que seu marido estava tocando “Thelonious” e por isso não escutou os pedidos de ajuda de “canela”

Para quem não conhece Thelonious Monk é o Michael Jordan do Jazz. Hehe. Monk é um pianista considerado um dos músicos mais importantes do Jazz. Era um revolucionário. Em 1993, ele ganhou um Grammy póstumo e, em 2006, ganhou o Pulitzer de música.

15) Babbete vai embora. Lorelai pergunta “sabe o que eu estava pensando?”

Que Madonna e Sean Penn deveriam se casar de novo?”, pergunta Rory

Os dois foram casados entre 1985 e 1988 e se divorciaram alegando irreconciliáveis diferenças. Na realidade Madonna foi vítima constante de violência doméstica. Se tornou notório nos bastidores de hollywood o episódio conhecido como “noite do terror de Malibu” que selou o fim de seu casamento em 1988. Em 1987, Madonna foi para o hospital Cedars Sinai fazer um raio-x depois que Sean havia batido em sua cabeça usando um taco de beisebol. Madonna não fez uma queixa oficial por pressão externa em função dele já estar prestes a cumprir uma pena de prisão por agredir uma pessoa no filme Surpresa em Shangai.

A “noite do terror de Malibu”, ocorreu em dezembro de 1988. Madonna ainda não havia contatado os advogados e ainda estava dividida entre os constantes pedidos de reconciliação, o medo e um sentimento de culpa comum para quem passa por isso. No final da tarde do dia 28 de dezembro de 1988, Penn escalou o muro da casa de Malibu onde Madonna estava e a encontrou sozinha no quarto. Madonna disse que sairia de casa. Os dois, então, começaram a brigar e Penn pegou uma lâmina elétrica e machucou as mãos da diva pop. A cantora fugiu do quarto, mas o que se seguiu foi um calvário de NOVE horas de tortura. Penn a amarrou em uma cadeira, ameaçou cortar seu cabelo, saiu para comprar álcool para incendiá-la, voltou, continuou a torturá-la e a desamarrou depois que ela concordou em fazer um ato sexual degradante com ele. Madonna pegou seu carro e fugiu para o gabinete do xerife de Malibu. O tenente Bill McSweeny disse na ocasião: “Eu quase não a reconheci como Madonna. Ela estava chorando, seus lábios estavam sangrando e ela, obviamente, tinha sido agredida”. Penn foi algemado e uma semana depois Madonna contatou seus advogados. Era o fim da união. E até hoje, ninguém em sã consciência, acha que Madonna deve voltar a se casar com Sean Penn.

AIAI. O Dia foi tenso. O espírito demoníaco que entrou sem querer no set de GG encontrou as locações do “O exorcista” e Lorelai voltou a ser Lorelai.

Lorelai pede desculpas para sua filha durante o casamento que ocorreu no hotel (que por sinal foi um sucesso). As duas fazem as pazes, Lorelai controla sua insegurança com relação a Rory e se acalenta com a vida que construiu. Mas, no fundo, Lor já sabe que terá problemas.

Antes de sair, dá uma relaxa e escuta essas delícias que estão na trilha do episódio: 

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