Morte Súbita #1

Por Dannie Karam.

Lembro de algumas coisas engraçadas da infância. A melhor delas, com certeza, é o fato de ser uma mini nerd. Mas nerd peso pesado. Devia ter menos de cinco anos e já lia, e cada data comemorativa, pedia livros. Ganhei a coleção toda do Sítio do Pica-Pau Amarelo, que me viciou. Ganhei a Enciclopédia do Estudante, para crianças, e passava a tarde lendo. Lembro até hoje da página da abelha… E enquanto os coleguinhas queriam correr pra lá e pra cá, eu estava sentadinha com meu cabelo armado e cheio de cachos revoltados, perguntando porquê de tudo para os meus pais (motivos os quais eu acredito que eles me davam tantos livros!).

Devo confessar porém que poucos clássicos me chamaram atenção. Gostei de “A Metamorfose”, de Kafka. Gostei da versão que li de “Édipo Rei”. “Aurora” foi meu preferido na época da escola. Mas paro mais ou menos por aí. E essa semana, antes de escrever a coluna, fiquei pensando: caramba, como posso falar de livros se nem mesmo vou atrás dos autores mais consagrados? E a resposta veio através de “Morte Súbita”, de J.K.Rowling. Autora da minha sequência favorita (‘Harry Potter”), Rowling lançou um livro para adultos que eu resolvi comprar especialmente para as Leituras da Dannie.

Não sou muito de clássicos. Sinceramente, não gostei de “O Pequeno Príncipe” por exemplo (me julguem, mas deve ter sido um desses que li na hora errada). Mas gosto daqueles que virão a ser clássicos. É impossível pensar em uma nova geração que não seja contaminada por pais que querem dar-lhes Harry Potter para ler. Não tem como imaginar leituras suaves como as de Emily Griffin sumindo do mapa no ano que vem. E além do mais, nunca fui a favor de menosprezar uma leitura por causa de um autor menos renomado ou conhecido.

Claro que falando de Rowling, não tem nada de desconhecida. “Harry Potter” já vendeu mais de 1 bilhão de cópias segundo um site que encontrei. Se é verdade, nem interessa. Todo mundo sabe quem é. E foi a genialidade com a qual ela escreveu a série que me chamou atenção de ler agora “Morte Súbita”. Parece que ela foi crescendo junto com o público, e criou um suspense (que ela faz com primor) para envolver as mentes mais crescidinhas.

O livro, como sempre, tem muitas páginas. Mais de 500. Um pesadinho, do jeito que eu gosto. Tem aquele cheiro maravilhoso exalando. E começa um pouquinho confuso. São dezenas de personagens em menos de um capítulo. Pensei: quê? vou desistir disso aqui. Mas lembrei que Harry tinha um bilhão de coadjuvantes e mesmo assim eu sabia quem era quem. Confiei no talento de Rowling em construir verdadeiros universos e deu certo. Poucas páginas depois, já iam se explicando quem eram os personagens e já ia me batendo a insônia clássica de quem quer devorar o máximo possível em uma só noite.

O que acontece é que Barry morreu. E tem gente que chora, e gente que ri. Gente que se empolga e gente que fica chocada. E por que? Não tenho a menor idéia. Li apenas uma parte, o que me fará trazer duas postagens a respeito dessa indicação, porque quero realmente que vocês acompanhem o que eu ando lendo, mas desde já recomendo que comprem o livro. Problemas políticos, suspense, intrigas pessoais… “Morte Súbita” é daqueles livros de não largar nenhum minuto – a menos que seja para escrever sobre!

Semana que vem volto pra contar se ele realmente teve um final brilhante como os outros. Mas se você também gosta dos novos clássicos, se gostou de Harry, e se está procurando uma leitura intrigante, aposto que nem precisa esperar a segunda parte. Quer me acompanhar? Até a semana que vem!

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2 opiniões sobre “Morte Súbita #1”

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