10 dicas para diminuirmos a nossa pegada ecológica

Por Alessandra Verch.

Sabemos que mudanças de comportamento e ideias fazem parte de um longo processo de amadurecimento e que somos pouco estimulados a empreender. Então, para começarmos aqui vão dez dicas ecológicas básicas e fáceis de incorporarmos no dia a dia e que fomentam a reflexão[i]. Dessa forma caminhamos para a cidadania (planetária) e diminuímos a nossa tão marcada pegada ecológica.

1) Compre apenas eletrodomésticos que tenham avaliação “A” no selo Procel

O Selo Procel de Economia de Energia, ou simplesmente Selo Procel, foi instituído por Decreto Presidencial em 8 de dezembro de 1993. É um produto desenvolvido e concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia. O objetivo do Selo Procel é orientar o consumidor no ato da compra, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética, além de proporcionar economia na nossa conta de luz.

2) Desligue o monitor do computador ou feche o notebook quando sair da sala

stock-footage-multi-ethnic-students-researching-on-computers-in-technology-classroom-with-caucasian-young-collegeSegundo estudo realizado pela faculdade de Engenharia Elétrica e Computação da UNICAMP, o monitor é o componente que mais consome energia de um computador, podendo chegar até a 50% da energia consumida. Diversos estudos já foram realizados a fim de descobrir quanto representa o desperdício gerado pelo consumo inadequado do computador. A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) estima que o desperdício atinge cerca de R$ 10 bilhões por ano em petróleo, eletricidade e gás natural, no ambiente de trabalho.

3) Retire os aparelhos eletrônicos do stand-by

Parece difícil de acreditar, mas aquela luzinha vermelha que indica que o aparelho está em “repouso” consome de 15 a 20% da energia total. Se você não for utilizá-lo o recomendado é desligar da tomada. Mais que economia no bolso é o fim de um tipo muito comum de desperdício de energia elétrica.

4) Utilize o transporte público818279_28891657Além de diminuirmos o fluxo das ruas e avenidas desafogando o trânsito e tornando nossa vida menos estressante, a opção pelo transporte público é uma opção cidadã, pois diminuímos a liberação de CO2 na atmosfera, além de diminuirmos o consumo de combustíveis fósseis, cuja produção é altamente agressiva (para saber mais assista a essa animação ). Exigir a melhoria contínua dos transportes públicos é uma obrigação de todo cidadão e cidadã.

5) Ande mais a pé ou de bicicleta

Algumas distâncias são curtas e podem ser tranquilamente feitas a pé. Além de diminuirmos a emissão de CO2 contribuímos para a promoção de nossa saúde física. O uso de bicicletas é um fenômeno que vem se popularizando cada vez mais e é, igualmente, excelente para nós e para nosso planeta.

6) Não “varra” nada com água

É cada vez mais incomum, mas ainda encontramos essa “preciosidade”. Água não serve para varrer, vassoura sim. Se o objetivo é limpar a calçada utilize um balde com um pouco de água, o produto de limpeza da sua preferência e uma vassoura. Mangueira não é vassoura e quando molhamos a nossa calçada, na realidade a sujamos mais, pois não podemos impedir o fluxo até que a mesma seque. “Varrer” com mangueira é um método pouco útil para limpar calçadas.

7) Conserte imediatamente os vazamentos

Uma torneira pingando gasta em média 45 litros/dia. Em filete são 180 a 350 litros/dia. É um desperdício enorme, podemos evitar agindo rapidamente e com consciência.

8) Evite o consumo de água engarrafada

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Anualmente são consumidos bilhões de toneladas de plásticos para essas garrafas. Antes de sair de casa, leve uma garrafinha de vidro com água potável para o seu consumo e reabasteça nos bebedouros públicos. Assista, baixe e difunda o vídeo “A história da água engarrafada” (Disponível aqui).

9) Opte por produtos com poucas embalagens, recicle o lixo e se possível composte alimentos orgânicos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil descarta a cada dia 230 000 toneladas de detritos – e mais da metade disso corresponde a lixo doméstico. Ao comprar opte por produtos a granel ou com poucas embalagens. Alimentos industrializados não são só ricos em gorduras e sódio, são ricos em embalagens inúteis também, prefira os mais saudáveis para você e para o planeta. Encaminhe os materiais domésticos recicláveis para cooperativas de reciclagem. A reciclagem gera renda para diversas famílias e deve ser praticada. Alguns países importam “lixo”, o que colocamos nas lixeiras é transformado em dinheiro em diversos locais.

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Os restos de sobras de alimentos, conhecidos como lixo orgânico ou úmido, são compostos principalmente por água (98% da massa de uma folha de alface é água, por exemplo). No processo de decomposição nos lixões, parte desta água escorre para o solo, o que é chamado de chorume (aquele líquido que produz um cheiro fétido e fica no fundo do saco de lixo). Este chorume se infiltra no solo, levando consigo outros materiais que estão naquele meio (venenos, metais pesados, produtos de limpeza, etc.) até atingir o lençol freático, o qual formará os rios de onde coletamos a água poluída para beber. Os produtos orgânicos também podem ter um fim mais útil e menos nocivo. A compostagem caseira permite que até um minúsculo apartamento receba uma composteira eficiente e sem odores desagradáveis, de maneira higiênica e, o melhor, produzindo adubo para seus vasos sem poluir os lençóis freáticos. A compostagem é um processo natural, impulsionado por bactérias aeróbicas (que necessitam de oxigênio) e micro organismos geradores da vida que utiliza a matéria orgânica – restos de vegetais (frutas, cascas, pedaços de legumes e verduras, sobras, etc.) e animais (para quem ainda come eles) – e a transforma em húmus através do processo da decomposição (para saber mais veja o vídeo “adubando a vida” aqui).

10) Frequente as feiras agroecológicas

Crie o hábito de comprar alimentos orgânicos sem agrotóxicos. Além de benefícios para a saúde individual, diminuímos a poluição de terras e rios e cooperamos com o desenvolvimento local através do consumo de produtos alimentícios oriundo da agricultura familiar. Se o produto orgânico for comprado diretamente com o produtor, ele pode sair mais barato do que o produto convencional contaminado do mercado. Veja aqui onde encontrar a feira mais próxima de você.É muito importante salientar que, para além da pegada ecológica, quando se fala em Natureza ou em Meio Ambiente não nos referimos apenas à cobertura vegetal e à fauna do Planeta Terra, estamos falando também de populações humanas, de comunidades, de pessoas, ou seja, de seres humanos que são atingidos pelas nossas escolhas e têm suas vidas findas pela simples compra de uma joia ou de um armário de madeira. A metodologia utilizada para o cálculo da “pegada ecológica” é extremamente útil e eficiente, mas não comporta indicadores sociais que são indispensáveis para o desenvolvimento sustentável, logo para relações mais solidárias e respeitosas entre humanos e natureza.Apresentação1


[i] Parte das dicas foram retiradas do “Almanaque para práticas sustentáveis”, que está disponível online em diversos sites da web.

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