Escolhendo um livro: “Cidades de Papel”

Por Dannie Karam.

O americano John Green tem conquistado o público das livrarias mundiais graças ao seu best seller “A Culpa é das Estrelas”. Apesar de ter recebido a indicação, e estar aqui na minha cabeceira como o livro que estou lendo essa semana, minha primeira sugestão de leitura do autor é “Cidades de Papel”. Antes de mostrar porque o livro vale à pena, preciso explicar como escolho livros, para ilustrar como esta publicação chegou até mim.

Geralmente, saio pelas livrarias com a mente mais vazia possível. Procuro deixar um pouco da intuição me guiar. Quando me deparo com um conjunto de elementos que não sei bem explicar – de título, capa, cheiro do livro – gosto de ler a resenha da contracapa. Na verdade, isso não é constante. Se a contracapa for muito spoiller, geralmente rejeito. Mas neste caso me chamou muita atenção. E então me levou ao segundo passo da escolha, que é abrir numa página aleatória e ler um parágrafo. Como já gostei da forma de escrita, finalizei o procedimento e li a primeira página. E então, pronto! Eu soube que precisava levar.

Só percebi depois que se tratava do mesmo autor – que eu já tinha escolhido comprar por causa de uma indicação de algumas amigas – e então minhas expectativas só aumentaram. Devorei o livro em um final de semana. Realmente Green tem uma narrativa envolvente e muito inquieta, que te faz querer saber exatamente o que vai acontecer depois. Apesar de ter uma primeira impressão de que se tratava de um livro muito adolescente, com o tempo, consegui enxergar a profundidade da história.

Quentin Jacobsen é apaixonado por Margo, sua vizinha, desde a primeira infância. Ainda dividem até hoje – adolescentes – o mesmo colégio. E mais alguns segredos também. Por alguns motivos bem específicos, criaram uma distância entre eles, mas Margo, em uma determinada noite, rompe isso. E daí em diante, só aventura. Uma mistura de mistérios, pureza, a descoberta das maldades do mundo, a importância da amizade e as primeiras paixões nos fazem devorá-lo muito rapidamente.

Acredito que a maior graça do livro esteja na mensagem que você deseja tirar dele. É uma história suave que pode servir pura e simplesmente como lazer, ou pode trazer algumas visões bem mais profundas se você se permitir analisar. O misto de sentimentos do personagem faz com que a gente identifique, se não os próprios questionamentos atuais, a influência que nosso passado exerce sobre nós.

Com uma riqueza de personagens secundários irônicos, sádicos e muitíssimo divertidos, o livro também traz boas risadas. Um final bem inusitado me fez indica-lo, não por ser uma obra que se tornou minha favorita (porque não foi exatamente o que aconteceu), mas por ser bem diferente de tudo que eu tenho lido nos últimos tempos. Ao que me parece, o enredo de “A Culpa é das Estrelas” é um pouco mais realista e mais forte, mas na próxima vez, trago aqui as reais impressões. Enquanto isso, sugiro “Cidades de Papel”, para se distrair ou pensar um pouco mais nos caminhos que nossas vidas tomam e no que as concepções sociais representam para nós. Até lá!

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