Uma crônica sobre as nossas bandeiras

Por Bruna Stephanou.

O ser humano é contraditório.

A contemporaneidade é fudida demais. Basta olhar pro lado e prestar a mínima atenção que já nos deparamos com situações, no mínimo, passíveis de críticas. A questão é: o que é certo e o que é errado?

Absolutamente tudo pode ser contestado. Estamos no auge dos nossos ímpetos moralistas e, porque não dizer, esquerdistas. Isso mesmo, nós, classe média universitária de vinte aninhos, estamos maravilhados com temas um tanto ultrapassados. Nossas utopias se reciclam e gritam por institucionalização.

Se nossos pais cansaram e hoje assistem novelas, nós queremos mais. Queremos ser ouvidos. Mas não se enganem, não existe revolução. O Povo que representamos não nos vincula com a defesa de seus direitos, aliás, nem sabem que existimos.

Então vamos parar e raciocinar em vez de sair gritando por outros. A moda agora é o politicamente correto. Mas não adianta vir com bom senso, estamos radicalmente levantando bandeira de tudo quanto é assunto e com o lastro ficamos dando pauladas nas bandeiras alheias. Proselitista, eu? Não! “Apenas sei qual é a verdade”.

Identificou-se? Há uma enxurrada de verdades a serem ditas. Diz baixinho, porque se o outro não concordar, pronto, virou briga facebookiana.

Os valores estão cada vez mais se transformando em dogmas. Que saco isso, deixa meu pensamento em paz! Você é uma má pessoa? Certamente se for, não admitirás de jeito algum.

O crime é a violência posta na ação e na fala, mas com jeitinho tudo acaba virando manchete.

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3 opiniões sobre “Uma crônica sobre as nossas bandeiras”

  1. Caríssima!
    Seu texto exprime uma certa indignação pelo sistema e exalta as formas de contextação. Conduto deveria se atentar a certos detalhes: impetos moralistas e esquerdismo são dois termos que se excluem, o Comunismo prega a demolição do Estado, ou seja, a ordem moral vigente. Politicamente Correto e bom senso, idem: o politicamente correto é a arte de “agradar a todos” e o bom senso é o “dar nome aos bois”, ou seja, falar o “português claro”. Compreendeu a diferença?
    Outro termo que usa é a palavra dogma: que significa “pontos fundamentais e indiscutíveis de uma crença religiosa”, ou seja, teoricamente não seriam “criados” mas sim, “recebidos” por alguma tradição religiosa.
    Um texto bem escrito com uma linha clara de raciocínio, porém, nem todo crime é feito com violência! Uma caneta mata muito mais!
    Um abraço!

    1. É Clarice Lispector, Angelino.
      Fluxo de consciência total…é arte também…não estamos na academia, aqui tudo é possível…a lógica aqui pode ser usada, e pode ser totalmente ignorada, também…É a beleza da expressão humana, diversa, confusa para mim, maravilhosa para outros.
      Outro Abraço!

  2. admito meu despreparo. contudo reafirmo a defesa acima. aqui as idéias são passadas sem caso nem enlaço. estamos livres a interpretações subjetivas. licença poética, com licença!
    esperarei mais comentários teus, são construtivos e me fizeram querer melhorar.
    abraço Angelino.

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