Animação nacional aguardada estreia esse final de semana

Por Alessandra Verch.

O cinema brasileiro parece estar, mais uma vez, em ascensão. Diversas estreias estão previstas paras as telonas. Depois do premiado O Som ao Redor, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, de Vai que dá certo, comédia dirigida por Mauricio Farias, e de A busca, um drama protagonizado por Wagner Moura, estreia neste final de semana mais um longa-metragem nacional, desta vez uma animação.

Uma história de Amor e Fúria, do diretor Luiz Bolognesi, que assina, também, o roteiro do filme, é a produção nacional que entra em cartaz já bastante aguardada.

No enredo futurístico da animação, a história do Brasil é contada desde antes da “descoberta” até a guerra da água de 2096. O narrador é um homem imortal (Selton Mello), com quase 600 anos de idade, “viver sem conhecer o passado é andar no escuro”, informa o personagem principal. Sua trajetória está atrelada a busca de sua amada Janaína (Camila Pitanga). O guerreiro imortal passa por diversos eventos históricos para reencontrar sua paixão, enfrenta as batalhas entre tupinambás e tupiniquins, antes dos portugueses chegarem ao país, está presente na Balaiada e, também, no movimento de guerrilha contra a ditadura militar, até o desfecho final, que é a luta pela água em 2096.

Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi_1

Além de Selton Mello e Camila Pitanga dublando e dando vida aos protagonistas, merece ser destacada a participação de Rodrigo Santoro, dublando o chefe indígena e um universitário envolvido com a guerrilha na época da ditadura.

Luiz Bolognesi conta que se inspirou em sua paixão por quadrinhos e, também, pela história do Brasil, optou pelo gênero de animação para fugir de prováveis limites que a dramaturgia e o real oferecem à imaginação. “Comecei a pesquisa em 2002, o primeiro tratamento do roteiro ficou pronto em 2004. Depois vieram vários tratamentos, o último aconteceu em 2010. O filme ficou seis anos em produção, uma característica absolutamente diferente dos filmes live action“, já declarou o diretor.

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Bolognesi já tem em seu currículo de roteirista filmes como O bicho de sete cabeças (2001), Chega de saudade (2007), Terra vermelha (2009), entre outros.

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Para a produção do filme uma técnica clássica de animação foi utilizada, os personagens foram desenhados e animados após a observação minuciosas das emoções e ações que os atores ofereciam com suas interpretações no estúdio.

O filme é parece ser muito interessante e merece ser prestigiado.

Veja abaixo o trailer.

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