O papel dos Estados na promoção de empresas sustentáveis

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Por Alessandra Verch.

O relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, divulgado no último dia 15 de fevereiro, sobre sustentabilidade empresarial na América Latina e Caribe aponta para diversas mudanças a serem adotadas no âmbito empresarial e político para a promoção e efetivação de empresas sustentáveis.

O Desafio da Promoção de Empresas Sustentáveis na América Latina e no Caribe: uma Análise Regional Comparativa (disponível para download em espanhol aqui) analisou a aplicabilidade do conceito sustentabilidade e seu processo de implementação na América Latina e Caribe e salientou diversas lacunas para que empresas possam se tornar, de fato, sustentáveis.

Três aspectos foram minuciosamente estudados em diversos países, são eles: o social, o econômico e o ambiental. Esses são considerados básicos e fundamentais para a efetivação da sustentabilidade empresarial (para saber mais clique aqui).

Segundo o Relatório, a análise do contexto econômico apontou diversas dificuldades para implementação da sustentabilidade empresarial. São grandes as deficiências em relação às tecnologias da informação, ao aceso a serviços financeiros, à regulamentação e à infraestrutura, fatores esses que são determinantes para a produtividade e longevidade das empresas. “As empresas não são apenas economicamente sustentáveis devido a um contexto de curto prazo, mas, sobretudo, a partir do estimulo ao desenvolvimento de fatores que promovem sua competitividade a longo prazo”, apontou o relatório.

No aspecto social, os níveis de desigualdade social ainda são um obstáculo a ser superado pela maioria dos países, muito embora se verifique esforços para a sua redução a região continua a ser a mais desigual no escopo global e persistem altos níveis de exclusão social.

Exclusão, essa, que se traduz em fenômenos como, por exemplo, o alto percentual de pessoas na informalidade, “onde os regimes de proteção social são difíceis de implementar e a vulnerabilidade é mais evidente”.

Já sob o aspecto ambiental, o grande desafio de uma gestão responsável é superação da dependência econômica da AL e Caribe aos recursos naturais. Somos, com isso, extremamente vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas e as catástrofes naturais, salientou o estudo. “Outros desafios ambientais enfrentados pela região são o desmatamento extensivo, a perda da biodiversidade, assim como a poluição da água e do ar”.

O Relatório frisou, ainda, os avanços importantes que foram observados na região, como as condições relativas ao contexto político e institucional, promovendo a estabilidade política na democracia. A ratificação dos principais convênios das Nações Unidas sobre Direitos Humanos, assim como os convênios fundamentais da OIT sobre direitos do trabalho, também foram considerado avanços alcançados pela região. No entanto, os elevados níveis de corrupção, a insegurança e a violência ainda são obstáculos para sustentabilidade das empresas.

Em suma, o contexto da América Latina, na última década, tem apresentado uma melhora nas condições de desenvolvimento das empresas, um processo que tem ajudado o setor privado. No entanto, no futuro, o desenvolvimento de empresas sustentáveis na região vai depender da atenção a ser dada para os enormes déficits em questões-chave como a competitividade e as lacunas sociais, político-institucionais e ambientais, que ainda persistem na região”, conclui o estudo.

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