Ditadura, Copa de 70 e identidade: uma análise de Pra frente Brasil e O ano em que meus pais saíram de férias

Por Camila Konrath

Camisetas da seleção brasileira e fardas militares compunham a atmosfera recém-nascida de 1970. Dançando no ritmo da memorável frase criada pela publicidade governista, “Brasil: ame-o ou deixe-o”, o governo brasileiro costurava sua imagem ao sucesso do futebol, num momento propício ao aliamento de conceitos de pátria, futebol e governo. A seleção brasileira estava às vésperas de jogar a Copa do Mundo de 1970. Era a chance do tricampeonato, a chance para Médici obter uma tremenda taxa de aprovação. A nação é o Brasil, o Brasil é futebol, o futebol simboliza o governo: o governo é vencedor.

Ganha destaque nessa época o trabalho da Assessoria Especial de Relações Públicas (AERP), órgão do governo que serviu para construir a oportuna venda nos olhos dos brasileiros. Lá eram fabricadas as canções que enalteciam as conquistas brasileiras. Algumas delas chegaram a fazer parte da cartilha dos colégios e eram cantadas pelos alunos. A AERP funcionava como uma espécie de agência de propaganda, atuava para a divulgação de uma realidade onde tudo estava ótimo para a sociedade.

O investimento na seleção canarinho mostrou-se forte. Um fato notório é que, contrariando todas as expectativas, a CBD¹ contratou João Saldanha como técnico do Brasil. Comentarista esportivo popular e de grande prestígio, João Saldanha era famoso por seu “gênio esquentado” e por ser militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Onde estava, então, a empatia de Saldanha para o cargo em época de bocas caladas? Há quem diga que foi uma estratégia: qualquer erro cometido na Copa já teria um responsável a ser “crucificado”, como explica Aquino: “Essa escolha torna-se compreensível se levarmos em conta que a CBD vinha sendo alvo de críticas contundentes.” (AQUINO, 2002, pág.90) Acontece que sua cadeira na seleção nem durou até a data do grande evento esportivo. Conta-se que o motivo foi a negativa de Saldanha à sugestão de Médici pela convocação do jogador Dario, o Dadá Maravilha. Ao ser perguntado da situação, Saldanha respondeu: “Vamos fazer um acordo. Eu não escalo o seu ministério e o senhor não se mete com a minha seleção”. Médici, então, tira o técnico de campo. Sai João Saldanha e entra no comando da seleção canarinho, Mário Jorge Lobo Zagallo. As influências do militarismo invadiam as quatro linhas do campo.

Dentro de um cenário de repressões, censuras e controle das mídias, pouco se sabia sobre as torturas realizadas com o comando do militarismo. Os “anos de chumbo” ganhavam uma cortina blindada através da publicidade enganosa de crescimento econômico e país de sucesso criada pelo governo. Imagem essa, atrelada à seleção brasileira de futebol, que vivia sua grande fase.

Ditadura no cinema

Pra frente Brasil, filme de Roberto Farias, lançado em 1982, aborda o retrato das coisas que não podemos esquecer sobre a ditadura brasileira: os sequestros efetuados pelo governo para exterminar possíveis movimentos subversivos e/ou comunistas. O filme adota uma lógica de impressão explícita da realidade. A primeira cena de Pra frente Brasil caracteriza a violência imposta por um grupo de torturadores operantes à margem do Estado através de Jofre (Reginaldo Faria), pacato trabalhador brasileiro que, ao desembarcar no aeroporto Galeão, pega uma carona com um desconhecido no táxi. O veículo é perseguido, e Jofre, sem saber a razão, é sequestrado. A chegada no cativeiro é marcada por torturas e questionamentos a respeito do sujeito que o acompanhava, morto pelos sequestradores ainda no táxi. Jofre percebe o mal entendido e diz ter sido confundido por estar junto com um homem que se apresentou como Sarmento, e que apenas tinha lhe oferecido carona. Porém, para os opressores, ele não passa de mais um comunista que não quer entregar seus comparsas. Como pano de fundo, estamos em vias de Copa do Mundo no México, evento que distrai a população reprimida e permeia a atmosfera tensa da família em busca de Jofre, este desaparecido exatamente no dia de início do campeonato e levado, de capuz, ao interrogatório. 

Pra frente Brasil, de Roberto Farias
Pra frente Brasil, de Roberto Farias

A trama ganha novas vítimas: Miguel (Antônio Fagundes), irmão de Jofre, e Marta (Natália do Valle), esposa, pessoas que apoiavam o governo do General Médici por acreditar na ilusão do Brasil Grande, passam a questionar e ligar os fatos. Logo após o sumiço de Jofre, a polícia procura sua esposa dizendo que ele está intimado a depor por envolvimento com a morte no táxi. Os dois, Marta e Miguel, acionam a polícia para procurá-lo e percebem que as informações dadas não fecham com as notícias paralelas. Miguel desconfia das autoridades e, junto com Marta, começa a investigar o caso e pedir ajuda a pessoas influentes que possam dar pistas que os levem à Jofre.

O ano em que meus pais saíram de férias, dirigido por Cao Hamburguer, aborda o regime ditatorial durante a Copa do Mundo de 70 sob o olhar de um menino de 12 anos, deixado na casa do avô pelos pais, estes, fugitivos procurados pelo governo. O filme tem como protagonista e narrador um menino chamado Mauro (Michel Joelsas), que gosta muito de futebol de botão. Construída pela ótica do garoto, a narrativa trata da situação de Mauro ao ser levado à casa do avô, sob a alegação de que seus pais sairiam em férias. A realidade escondida através da ótica e da inocência do menino é que seus pais são militantes de esquerda e precisam fugir porque estão sendo perseguidos pela ditadura militar. O filme sugere o acontecido a partir da viagem súbita combinada às cenas curtas e espalhadas ao longo da trama. Percebemos a violência do regime quando a cena é a sala do menino vazia com o telefone tocando incessantemente, sem ser atendido. Em outra tomada igual, vista da janela, o aparelho toca novamente e a mobília está completamente revirada. A volta dos pais não acontece e a aflição do garoto aumenta. Mauro não recebe ligações dos pais. 

 

Já na chegada, o menino se vê sozinho no apartamento. Seu avô faleceu dias antes. Que lhe conta é Shlomo, um homem judeu de idade, vizinho de porta do avô. Mauro fica sozinho no apartamento. Entre as esperas por uma ligação de seus pais à beira do telefone e algumas visitas dos novos vizinhos, Mauro começa a conhecer o bairro Bom Retiro. Em pouco tempo, já está integrado aos imigrantes judeus, italianos, nordestinos e toda a diversidade de origens que o bairro abrigara na década de 1960. À vontade, o garoto passa a jogar futebol com os novos amigos. Passado o tempo, os pais do garoto não voltam para assistir a Copa do Mundo junto ao filho, como prometido. Seu olhar enviesado, dono de uma visão parcial da realidade, estanca o sofrimento, mas relata a falta que os pais fazem para o garoto. A cena inicial de Mauro jogando futebol de botão com seu pai estabelece a relação que a goleira esquecida em casa tem com o passado, com a presença de seus pais. Cena em que Mauro nota, com tristeza, a falta do objeto. 

 

O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger
O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger

Tanto em Pra frente, Brasil quanto em O Ano em que meus pais é possível notar a falta de envolvimento político dos personagens, onde a estética transforma os protagonistas em vítimas da ditadura.

A importância dada ao futebol aparece em Pra frente Brasil como um elemento circunstancial. É por causa do futebol que o início de um novo interrogatório a Jofre é interrompido. A Copa do Mundo está acontecendo e o Brasil vai jogar. Qualquer tarefa, mesmo de alta relevância, pode esperar os noventa minutos de um jogo que simboliza o sucesso da pátria verde e amarela, uma construção que ainda perdura. Em O ano em que meus pais saíram de férias a Copa do Mundo serve como marco da solução dos problemas de Mauro: a data de retorno do pais, o envolvimento do garoto com a vizinhança por causa da Copa. Ainda assim, em dado momento do filme, o andamento dos jogos simboliza também, a distância crescente entre Mauro e seus pais. Essa dicotomia é acentuada pelo futebol, pois ele representa ainda, esperança e alegria em dias difíceis.

Filme homônimo da música de Miguel Gustavo, Pra frente Brasil (velho hit das rádios brasileiras) é um dos primeiros filmes a tratar sobre ditadura militar de forma aberta no país. Por conta disto, o filme não foi liberado inicialmente para o lançamento. Ainda que o diretor tenha sido presidente da Embrafilmes, no auge da ditadura militar, Pra frente Brasil foi censurado. Em declaração publicada ao Jornal do Brasil, no dia 6 de abril de 1982, após o veto, Roberto Farias defende o longa-metragem e alfineta o governo: “Penso que um país que caminha para a democracia, firmemente conduzida pelo Presidente Figueiredo, que reiterou diversas vezes essa intenção, não deve temer o filme. Pra Frente Brasil não é um incitamento à derrubada da ordem vigente, pelo contrário. É um filme contra a violência, e acredito que todos os brasileiros sejam contra a violência. Somente por essa razão é que se caminha para uma democracia”. A liberação do filme se deu em fevereiro de 1983. E não foi somente uma conquista do cinema, mas de toda sociedade civil, por reconhecer alguma liberdade.

Cao Hamburger analisa O ano em que meus pais saíram de férias como uma história sem muitas perspectivas. Contudo, trabalhou para que se permitisse o tempo das emoções ao espectador e se tornasse assim, uma história bem contada. A ótica do filme foi construída a partir da mesma que o autor tinha em 1970: a visão de uma criança. Apesar do cenário histórico do Tricampeonato da Copa de 70 e do regime militar brasileiro, o filme utiliza esses elementos apenas como pano de fundo para o que o menino Mauro precisa enfrentar após a fuga de seus pais. Enquanto o filme de Cao aborda o tema ditadura de forma sutil e misteriosa, levando quem o assiste às conclusões com o tempo, Pra Frente Brasil escancara os obturadores para o explícito: é um filme simples e direto, tampouco chama reflexão. Mas chama atenção para as torturas nos “anos de chumbo”. Mostra que o despertar para os acontecimentos pode acontecer repentinamente. Assemelha-se a uma espécie de documento do que não podemos esquecer sobre a ditadura; uma denúncia. Através das cenas de tortura, o filme se adéqua a um conceito de Ismail Xavier [i], que por sua vez, propõe uma análise estética do cinema onde pensamos a impressão da realidade no momento em que a vida se transforma na teatralização da experiência, expondo o que seria privado. Para explicar tal fenômeno, Xavier disserta sobre como o cinema se apropriou do ideal cênico para colocar o espectador no papel da quarta parede, como observador do que não é revelado, entre a descoberta e o que é objeto de desejo. Tais cenas de tortura são elementos de observação no contexto de Pra Frente Brasil.

Identidade

Como representado em Pra frente Brasil e O ano em que meus pais saíram de férias, a Copa do Mundo paralisa atividades para que o brasileiro se encontre como um vencedor após os 90 minutos. Para que abandone o posto de crítico voraz e denunciante dos acontecimentos negativos e abra as portas da percepção para o que de bom conquistamos e acontece por aqui. Em ambos os filmes, o futebol serve como motivador ou consolo para as agruras dos personagens, nunca um martírio ou instrumento de procrastinação. Assim, como DaMatta aborda, “há, sem nenhuma dúvida, um temor que o povo leia a excelência futebolística como um drinque e, por ele embriagado, nada faça para mudar o sistema e o Brasil”. A partir desse prévio conceito, DaMatta desmitifica o conceito, ressaltando que a identificação do brasileiro com o esporte é exatamente contrária às afirmativas de que o futebol seria uma espécie do tão falado “ópio do povo”. A prática esportiva é colocada sob uma ótica de que a experiência com a vitória proporciona novas expectativas na volta à labuta diária. Permite que pensemos em sermos vencedores em outros âmbitos. A auto-estima ganha com a identificação de nação vencedora e pode se tornar alicerce para a solução dos problemas sociais. Sem a qual, dificilmente algum problema chegaria perto de ser solucionado. É possível pensar no futebol como um instrumento que influencie positivamente as nossas ações políticas com relação a ele e, sobretudo, torná-lo um reator político.

O Brasil definido como país do futebol, não é um dado natural. Se fôssemos por essa análise concluiríamos facilmente que a Inglaterra levaria tal definição por ser sede do surgimento do esporte. É importante percebermos, então, que a identidade não é somente criada por dados históricos, mas também por discurso repetitivo. A consolidação de um discurso acontece pela materialização dele e a imprensa tem um papel fundamental nessa prática. A partir desta construção e divulgação da mesma, uma ideia de identidade pode ser divulgada e absorvida por aqueles que ainda não formaram a mesma percepção.

A identidade está amparada por um sistema de práticas e símbolos que operamos em contextos específicos. No carnaval, no samba e no futebol, nos identificamos e inundamos o nosso imaginário com esses símbolos que nos diferenciam como nação. Eis o contexto internacional e a ideia que projetamos de nós mesmos para o exterior. E mesmo que a definição da identidade seja uma mera generalização e repetição de discurso, não expressando o que todos os brasileiros gostam/são, ainda estamos presos a ela. É através da percepção de identidade brasileira com o futebol que o governo Médici chama todos a cantarem “Pra frente, Brasil! Salve a seleção” como um hino de uma união de sucesso extremamente amigável. Além disso, aproveita-se de uma publicidade incrível: a Copa do Mundo de 70 é a primeira a ser transmitida pela televisão.

Contrariando as análises de Adorno e Franke (afirmando que o esporte institucionalizado não possui uma linguagem criadora de significados, que não pode “produzir algo ‘novo’, não pode, através da construção de um mundo próprio, ser revolucionário”), o futebol virou um fato social incontestável a partir do momento em que a influência ultrapassa somente o interesse de quem quer assisti-lo e chega à sala de dona Maria José, que não sabe o nome dos jogadores, mas vai ganhar folga do trabalho em dia de jogo da Copa do Mundo e assistir no seu canal de televisão favorito. Seu símbolo é real e revolucionário a partir do momento e que invade os contextos sociais e os modifica de forma quase totalitária no território brasileiro.

Percebe-se durante uma Copa do Mundo até mesmo a identificação com o outro, o bom humor para o convívio e o harmonioso compartilhamento de espaços. As pessoas se entendem como nação e estão a favor disso. O país como um tudo é vencedor na coletividade. Para o indivíduo, o futebol provoca emoções e o liberta das convenções tradicionais. O comportamento como espectador do futebol não segue guia de etiqueta, nem reconhece doutrinas a seguir porque está diretamente ligado às emoções. Se assemelha a uma guerra onde o melhor vai vencer, jogando com as emoções do receptor – que ao mesmo tempo é parte do acontecimento – para algo que o representa mundialmente e simboliza sua bandeira pátria.

A partir dos dados analisados, podemos perceber que a imagem do futebol ainda carrega detritos de percepções negativas sobre a nossa identidade. Isso se dá como conseqüência de momentos históricos, vide ditadura militar, período visto como triste no que diz respeito aos discursos formados sobre o futebol, associado à alienação. A construção desta realidade deu margem à relação do esporte como alienador do povo. A construção desse conceito pela imprensa é apenas um exemplo de que o Brasil pratica o triste vício de salientar suas mazelas muito mais do que seus sucessos. Precisamos de alguém que nos salve: “… aos que sabem das respostas e já equacionaram os remédios para as nossas mazelas, horroriza qualquer sucesso coletivo, por isso acaba com a ideia de um Brasil que precisa de salvadores, consertadores e engenheiros sociais.”, afirma DaMatta.

O atmosfera criada pelo futebol, tratada tanto como munição pra ignorância quanto para sinônimo de desenvolvimento, não proporciona ainda assim uma dicotomia na realidade atual, somente no nosso imaginário. Pois uma definição diz respeito a nossas impressões passadas, e delas o registro histórico de que o futebol seria o “ópio do povo”, fuga de problemas sociais e ostracismo diante dos problemas sociais; e a outra, perspectiva que me arriscaria a chamar de futurística, propõe o futebol como engrenagem ao que podemos construir a partir de nossa própria realidade. Parafraseando Paulo Freire, podemos despertar com ele o desejo de fazer parte da nação não somente como presença de quem nele se adapta, mas de quem nele se insere. Lutar para não sermos apenas “objetos”, mas seres ativos: sujeitos da historia (FREIRE, 1996)

Referências:

AGOSTINO, Gilberto. Vencer ou morrer: futebol, geopolítica e identidade nacional. Rio de Janeiro: FAPERJ: Mauad, 2002.

ANTUNES, Fátima Martin Rodrigues Ferreira. “Com brasileiro, não há quem possa!”: Futebol e identidade Nacional em José Lins do Rêgo, Mario filho e Nelson Rodrigues. – São Paulo: Editora UNESP, 2004.

AQUINO, Rubim Santos Leão de. Futebol, uma paixão nacional. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002

BORGES, Luiz Henrique de Azevêdo. Do complexo de vira-latas ao homem genial: futebol e identidade no Brasil. Revista Histórica do Arquivo Público do Estado de São Paulo, edição nº 24, agosto de 2007.

(http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao24/materia02/)

BRACHT, Valter. Sociologia crítica do esporte: uma introdução. 2ª ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2003. coleção educação física.

DA MATTA, Roberto. A bola corre mais que os homens. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.

HEIZER, Teixeira. O jogo bruto das copas do mundo, Rio de Janeiro: Mauad, 1997. Edição atualizada: 2001

XAVIER, Ismail. O olhar e a cena – Melodrama, Hollywood, Cinema Novo, Nelson Rodrgiues. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

Site Jornal do Brasil: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=26380.

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